O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) convocou uma manifestação para o dia 15 de setembro, em Brasília, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O ato foi marcado para as 9h, uma hora antes da sessão plenária extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para analisar o processo relacionado às conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A sessão do Supremo está prevista para começar às 10h e discutirá o processo sob relatoria do ministro André Mendonça.
Zema chama data de “julgamento de Alexandre de Moraes”
Ao anunciar a manifestação, Zema classificou o dia 15 como o “dia do julgamento de Alexandre de Moraes no STF”. A expressão representa a avaliação política do candidato sobre a sessão extraordinária.
Em publicação nas redes sociais, o candidato afirmou que o protesto ultrapassa a divisão tradicional entre esquerda e direita e convocou apoiadores a comparecerem a Brasília para pressionar por uma resposta institucional.
Zema disse considerar o momento um dos mais importantes da história recente do país e chamou a manifestação de início do “fim dos intocáveis”.
Fachin convocou sessão extraordinária do Supremo
A mobilização convocada por Zema ocorre depois de Edson Fachin marcar uma sessão extraordinária do plenário do STF para discutir o processo envolvendo informações relacionadas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Na mesma quarta-feira (9), Fachin também suspendeu decisões tomadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino em meio à disputa sobre o comando da Polícia Federal.
Com a decisão do presidente do Supremo, Andrei Rodrigues retornou ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
Fachin afirmou que a situação envolvendo decisões divergentes entre ministros da própria Corte havia criado um quadro grave de conflitos e sobreposições processuais.
Presidente do STF fala em preservar integridade da Corte
Na decisão, Fachin afirmou que era necessário interromper o cenário de decisões que passaram a se sobrepor dentro do próprio Supremo.
Segundo o ministro, independentemente da análise final sobre o afastamento ou não de autoridades, a prioridade naquele momento seria evitar novos conflitos processuais capazes de atingir a ordem pública e a integridade institucional do tribunal.
Fachin também suspendeu a decisão de Flávio Dino que havia reconduzido Andrei Rodrigues ao comando da PF.
Procedimentos envolvendo ministros também foram suspensos
Outra determinação de Fachin atingiu procedimentos relacionados a possíveis investigações envolvendo integrantes do Supremo.
O presidente da Corte determinou a suspensão de procedimentos desse tipo e estabeleceu que eventuais casos envolvendo ministros do STF sejam submetidos inicialmente à Presidência do tribunal.
O tema deverá agora chegar ao plenário na sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, mesma data escolhida por Romeu Zema para a manifestação em Brasília.




