A primeira-dama Janja da Silva afirmou nesta quarta-feira (9), durante um comício em Teresina, no Piauí, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, é o “verdadeiro ungido de Deus”.
A declaração ocorreu durante uma agenda de campanha pelo Nordeste, em um discurso no qual Janja exaltou ações do governo federal e também fez críticas à família Bolsonaro.
Janja exalta Lula durante discurso
Ao defender a gestão federal, a primeira-dama atribuiu a Lula avanços em áreas como saúde, educação, cultura e economia, além de citar a saída do Brasil do mapa da fome.
Segundo Janja, as políticas do governo teriam ampliado oportunidades para crianças, jovens e famílias.
Foi nesse contexto que ela classificou Lula como o “verdadeiro ungido de Deus” e afirmou que o presidente trabalha para garantir uma vida digna à população.
A expressão ganhou destaque também pelo momento político. O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça vem sendo chamado de “ungido” por grupos evangélicos após decisões recentes envolvendo o comando da Polícia Federal.
Primeira-dama faz críticas à família Bolsonaro
Durante o mesmo discurso, Janja atacou a família Bolsonaro e afirmou que o grupo não possui um projeto para o Nordeste.
Ela declarou que, se dependesse dos Bolsonaro, os nordestinos estariam “comendo capim”, em referência às críticas feitas pela oposição à condução do país durante o governo de Jair Bolsonaro.
A primeira-dama também associou a antiga gestão a problemas como filas em hospitais, falta de alimentos e insegurança.
As declarações ocorreram em meio à disputa presidencial, na qual Flávio Bolsonaro aparece como um dos principais adversários de Lula.
Fala ocorre em meio à campanha eleitoral
Janja tem participado de agendas políticas ao lado de Lula e reforçado o discurso de defesa das ações sociais e econômicas do governo federal.
Ao mesmo tempo, a primeira-dama passou a adotar um tom mais duro contra adversários políticos durante os compromissos de campanha.
As falas feitas em Teresina fazem parte desse movimento, combinando defesa do governo, referências religiosas e ataques diretos à oposição em meio à corrida presidencial de 2026.




