Você já parou para pensar como seria a sua rotina se a semana de trabalho mudasse completamente? Segundo informações recentes que circulam nos bastidores da economia, esse debate está pegando fogo no Brasil.

De acordo com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, a famosa Faciap, o fim da escala 6×1 pode não ser tão simples quanto parece nas redes sociais.

A entidade paranaense demonstrou uma preocupação genuína sobre como essa alteração pode afetar o bolso de todo mundo, desde o dono da padaria até o consumidor final.

O risco da inflação e dos preços altos

Conforme explicam os representantes do setor produtivo no Paraná, reduzir os dias de trabalho sem mexer nos salários pode gerar um efeito cascata nos preços dos produtos.

Especialistas indicam que, se o custo para manter uma empresa aberta sobe, esse valor costuma ser repassado para o cafézinho, para o almoço e para as compras do mês.

Segundo o manifesto divulgado pela Faciap, existe o temor de que a inflação dê um salto caso a produtividade não acompanhe essa nova realidade sugerida pelas propostas no Congresso.

O que dizem as propostas em Brasília

Atualmente, há uma movimentação intensa em Brasília com projetos que visam limitar a jornada a 36 horas semanais, eliminando aquele modelo de seis dias trabalhados por um de folga.

Relatos indicam que tanto a deputada Erika Hilton quanto o deputado Reginaldo Lopes lideram frentes que defendem mais tempo livre e qualidade de vida para o trabalhador brasileiro.

Por outro lado, representantes do comércio no Paraná afirmam que a discussão está sendo feita de forma muito rápida e com um viés que pode ignorar a realidade de quem gera emprego.

A realidade do pequeno empreendedor paranaense

Segundo o presidente da Faciap, Flávio Furlan, é fundamental que o debate seja tratado com equilíbrio e respeito a quem mantém as portas abertas todos os dias no estado.

É indicado observar que o setor de comércio e serviços depende de funcionamento contínuo, inclusive em fins de semana e feriados, para sobreviver e atender o público.

Estudos citados pela entidade sugerem que o custo da mão de obra poderia subir até 17,5%, o que pode forçar muitas empresas a reduzirem o horário de atendimento ou até fecharem vagas.

O perigo da informalidade no mercado

Um ponto que chama a atenção no alerta da federação é o risco do aumento do trabalho informal, aquele sem carteira assinada e sem garantias para o cidadão.

De acordo com a análise da entidade, se ficar caro demais contratar formalmente, muitas vagas podem simplesmente desaparecer ou migrar para a irregularidade total.

É defendido por especialistas do setor que qualquer mudança precisa de diálogo profundo para não desorganizar a economia que sustenta milhares de famílias paranaenses hoje.

Qualidade de vida versus viabilidade econômica

A Faciap reconhece que discutir saúde mental e bem-estar é legítimo, mas ressalta que a conta precisa fechar para que o emprego continue existindo amanhã.

Conforme o manifesto, intervenções consideradas abruptas podem comprometer a dignidade do trabalhador ao gerar desemprego em massa por falta de fôlego financeiro das empresas.

Há quem defenda que o Brasil precisa avançar nas relações trabalhistas, mas sem dar um passo maior que a perna e prejudicar a competitividade do nosso mercado interno.

Por enquanto, o cenário é de observação e muita negociação, enquanto o Paraná segue como uma das vozes mais fortes nessa discussão que mexe com a vida de milhões.

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