Parece que a forma de viajar pelo interior do Paraná está mudando rápido e muita gente ainda está tentando entender como tudo vai funcionar na prática. Segundo informações oficiais da ANTT, o famoso sistema de livre passagem, conhecido como Free Flow, acaba de ganhar sinal verde para operar em novos pontos estratégicos.

Se você costuma circular por Lindoeste, Ampére ou Pato Branco, é bom ficar atento às novidades que prometem aposentar aquelas filas chatas nas praças de pedágio tradicionais. De acordo com o que foi divulgado após a última reunião da diretoria colegiada, a ideia é que o motorista não precise mais frear ou procurar moedas no console do carro.

Especialistas do setor de infraestrutura explicam que essa tecnologia utiliza pórticos eletrônicos que fazem a leitura da placa ou da tag do veículo enquanto ele passa em velocidade normal. É uma modernização que, segundo defensores do modelo, pode trazer mais fluidez para as rodovias BR-163, PR-182 e PR-280.

Como fica o bolso do motorista com as novas tarifas

Mas nem tudo é apenas tecnologia e rapidez, já que a decisão também trouxe a confirmação de um reajuste nos valores. Conforme os termos contratuais analisados pela agência reguladora, houve uma atualização baseada na inflação oficial, o que elevou a tarifa média para veículos de passeio.

Relatos técnicos indicam que o valor passou de R$ 14,40 para R$ 16,00, um ajuste de pouco mais de 10% que reflete o acumulado do IPCA. Para quem vive na estrada, cada centavo conta, mas a justificativa oficial é que o valor é necessário para manter os investimentos em duplicação e segurança viária.

De acordo com especialistas em regulação, esse aumento só foi autorizado porque a concessionária EPR Iguaçu conseguiu comprovar que cumpriu as metas iniciais de melhorias nas pistas. Ou seja, a cobrança só acontece porque, teoricamente, o asfalto e a sinalização estão em dia.

O fim das filas e a promessa de mais segurança

Há quem defenda que o sistema Free Flow é o futuro das nossas estradas, principalmente por evitar aquele para e arranca perigoso perto das praças físicas. Estudos sobre tráfego sugerem que a eliminação das barreiras físicas reduz drasticamente o risco de colisões traseiras e melhora o consumo de combustível.

Segundo informações da concessionária, o motorista que não possui a tag eletrônica não precisa se desesperar, mas terá que ficar atento aos prazos de pagamento posterior. É indicado que os usuários busquem os canais oficiais para entender como quitar os valores e evitar multas por evasão de pedágio.

É importante destacar que a fiscalização da ANTT deve continuar sendo rigorosa sobre esses novos pontos no Oeste e Sudoeste do Paraná. A promessa é de que o usuário não pague por algo que não foi entregue, mantendo um equilíbrio entre o custo da viagem e a qualidade da pista.

O que esperar das viagens pelo Paraná daqui para frente

Para os moradores de cidades como Pato Branco e Lindoeste, a rotina deve mudar com a presença desses novos pórticos. Analistas de logística acreditam que o tráfego de caminhões e transportadoras deve se tornar mais ágil, o que pode impactar positivamente até o preço dos fretes na região.

A recomendação dos órgãos de trânsito é que o motorista faça uma revisão no seu planejamento de viagem e, se possível, instale uma tag de pagamento automático. Isso porque, conforme apontam os manuais de uso do sistema, a tag costuma oferecer descontos progressivos para usuários frequentes.

Por fim, é sempre bom lembrar que a transparência é a alma do negócio. A agência reguladora afirma que continuará monitorando se a concessionária está informando bem o cidadão, especialmente aqueles que não têm tanta intimidade com o mundo digital e podem se sentir perdidos com a cobrança invisível.

No fim das contas, a modernização chegou ao Paraná e agora resta ao motorista se adaptar a essa nova realidade das estradas sem cancelas. O foco, segundo as autoridades, é garantir que o direito de ir e vir seja respeitado com dignidade, segurança e, claro, estradas em bom estado de conservação.

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