A Serra da Esperança, trecho da BR-277 situado entre Guarapuava e Prudentópolis, na região central do Paraná, receberá um novo desvio a partir desta quarta-feira (9). A mudança temporária será adotada durante a execução de serviços de recuperação e estabilização de taludes na rodovia.
A operação ocorrerá entre os viadutos São João e Tigrinho, utilizando um acesso que já existe no sentido Guarapuava. Conforme a EPR Iguaçu, concessionária responsável pelo trecho, a configuração foi organizada e validada junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Com a alteração, o fluxo de veículos será canalizado para a faixa do acesso existente e ficará afastado da área em que as equipes atuarão. A medida é necessária para ampliar a barreira de proteção instalada no segmento e formar um espaço isolado para as intervenções. Dessa maneira, os trabalhadores poderão posicionar equipamentos e executar os serviços enquanto os veículos seguem pelo caminho sinalizado.
Os trabalhos de recuperação estrutural começaram em janeiro e têm previsão de conclusão até a primeira quinzena de outubro. As intervenções preventivas e corretivas foram autorizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), depois que a concessionária apresentou um plano de soluções elaborado a partir de estudos técnicos especializados.
Nesta etapa, o serviço prevê a implantação de chumbadores e grampos de aço. Na sequência, serão executados sistemas de drenagem superficial e profunda. Por fim, será aplicado concreto projetado para reforçar estruturalmente o talude.
A expectativa da concessionária é concluir os trabalhos no segmento até a primeira quinzena de outubro. Depois da finalização, a sinalização provisória do desvio será retirada e o trânsito retornará à configuração habitual da BR-277.
Usuários que necessitarem de suporte podem solicitar gratuitamente atendimento médico ou mecânico à EPR Iguaçu. O contato deve ser feito pelo número de emergência 0800 277 0163, que também recebe mensagens pelo WhatsApp.
A Serra da Esperança registrou diversos desmoronamentos de terra e pedras nos últimos anos. Um dos episódios mais graves ocorreu em dezembro de 2024, quando o trecho permaneceu completamente bloqueado durante cinco dias.
Na ocasião, a rodovia ainda não estava sob concessão da EPR Iguaçu e era administrada pelo governo. Estimativas da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) indicaram que os cinco dias de interdição provocaram prejuízo de pelo menos R$ 1 milhão ao estado.
O episódio também expôs dificuldades históricas de logística e infraestrutura na região da serra. O trecho serve como ligação rodoviária para a região de Guarapuava, conecta o oeste ao leste do Paraná e integra o deslocamento entre cidades do Mato Grosso do Sul e o litoral paranaense. No litoral está localizado o porto que, segundo dados oficiais, é o segundo maior do Brasil.
Via Portal G1




