Gassi Mazia, médica de 37 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia, em Maringá, no norte do Paraná. Segundo as informações registradas no caso, ela apresentava marcas compatíveis com golpes de faca. O marido, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é apontado como principal suspeito.
A Justiça determinou a prisão preventiva de Romeiro. Ele foi localizado ferido na região do pescoço e continua internado em um hospital, sob vigilância policial. A defesa informou à RPC que analisa as medidas jurídicas relacionadas ao caso.
O crime chegou ao conhecimento da Polícia Militar depois que uma familiar do suspeito relatou ter ouvido dele uma confissão. O nome da testemunha não foi divulgado para preservar sua identidade.
Conforme o depoimento, Romeiro enviou mensagens durante a noite de sábado para saber se a familiar estava em Mandaguari, cidade situada a 32 quilômetros de Maringá. Em seguida, pediu o endereço dela por telefone. Ao chegar ao imóvel, estacionou o carro e, ainda dentro do veículo, afirmou que havia matado Gassi.
A família chamou a Polícia Militar e o Siate, serviço acionado porque o homem apresentava ferimentos no pescoço. Ele recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio e foi encaminhado para atendimento médico, permanecendo escoltado.
Enquanto isso, uma equipe policial de Maringá foi até o apartamento da médica. O Samu já estava no local e havia confirmado a morte. Um parente que soube do ocorrido encontrou o corpo e também localizou o filho do casal, de oito meses, sozinho dentro da residência.
O boletim de ocorrência registra que três facas estavam próximas ao corpo. De acordo com o delegado Adriano Garcia, a vítima aparentava ter cerca de dez marcas de golpes.
O Ministério Público informou que o suspeito não aceitava o encerramento do relacionamento. Romeiro trabalhava em uma procuradoria municipal e foi exonerado algumas horas após o assassinato.
Gassi concluiu o curso de medicina em 2016, na Universidade do Sul de Santa Catarina, no campus de Tubarão. Desde abril de 2019, atuava na Unidade Básica de Saúde de Sarandi, município localizado a aproximadamente sete quilômetros de Maringá, onde ingressou após aprovação em concurso público.
Além da carreira na saúde, ela era lembrada por amigos pela simpatia e pelo jeito amoroso. Nas redes sociais, costumava publicar imagens de viagens e registros de passagens por países como Bélgica, Itália, Estados Unidos, Suíça, Canadá e Grécia.
Gassi havia se tornado mãe em dezembro de 2025. Nas homenagens publicadas depois da morte, amigos destacaram a dedicação dela ao filho e a descreveram como uma mãe muito presente e carinhosa.
O sepultamento foi realizado na manhã de segunda-feira, dia 7.
Via Portal G1




