O ovo finalmente limpou sua reputação nas bancadas dos consultórios médicos e nas cozinhas brasileiras. Durante décadas, o alimento foi injustamente rotulado como o principal culpado pelo aumento do colesterol e por riscos cardíacos graves.
Mas a ciência evoluiu e o cenário hoje é outro. Novas pesquisas mostram que o impacto do ovo na saúde é, na verdade, extremamente positivo para a maioria da população, desde que consumido com equilíbrio e inteligência.
De acordo com a nutricionista Amanda Figueiredo, não existe mais um consenso rígido que proíba o consumo frequente. Estudos realizados com pessoas saudáveis indicam que comer de um a três ovos por dia é seguro.
O fim do mito do colesterol
A grande polêmica sempre foi a gema. Por ser rica em colesterol, acreditava-se que ela entupia as artérias quase instantaneamente. No entanto, órgãos de saúde e estudos recentes mudaram essa percepção drasticamente.
Especialistas explicam que o colesterol presente nos alimentos tem um impacto muito menor no sangue do que se imaginava. O que realmente prejudica o coração são as gorduras saturadas e o sedentarismo crônico.
Para a maioria das pessoas, o fígado regula a produção de colesterol de acordo com a ingestão. Então, se você come um ovo, seu corpo produz menos dessa substância para manter o equilíbrio interno.
Por que o ovo é um superalimento

Não é exagero chamar o ovo de cápsula de saúde. Ele é uma das fontes de proteína mais completas que existem, contendo todos os aminoácidos essenciais que o corpo humano não consegue produzir sozinho.
Além da proteína, ele carrega vitaminas do complexo B e a valiosa vitamina D. Esta última é fundamental para manter a imunidade alta e os ossos fortalecidos, algo raro de encontrar em alimentos naturais.
Outro componente vital é a colina. Essa substância é o combustível para o cérebro, auxiliando na memória e na saúde das células nervosas. É um pacote nutricional completo por um preço acessível.
Proteção para os olhos e para o corpo
A presença de antioxidantes como luteína e zeaxantina coloca o ovo em um patamar de destaque para a saúde ocular. Esses nutrientes ajudam a proteger a visão contra os danos da luz azul e do envelhecimento.
É um benefício que muitos ignoram, mas que faz toda a diferença a longo prazo. O ovo deixa de ser apenas uma mistura para o almoço e vira uma ferramenta de prevenção de doenças.
Não adianta o alimento ser perfeito se a forma de preparar for errada. A recomendação dos nutricionistas é priorizar o ovo cozido, pochê ou mexido com o mínimo de gordura possível.
Fritar o ovo em imersão de óleo ou acompanhar com carnes processadas, como bacon, anula os benefícios. O problema, quase sempre, não é o ovo em si, mas as companhias que colocamos no prato.
Quem deve ter cautela
Mesmo com tantos benefícios, a regra não é universal. Pessoas com hipercolesterolemia familiar ou histórico grave de doenças cardiovasculares precisam de um acompanhamento mais rígido e individualizado.
Para esse grupo específico, a orientação de um médico ou nutricionista é indispensável para ajustar as quantidades. O equilíbrio é a palavra de ordem para evitar sustos com exames de sangue futuros.
