Pode esquecer os filmes de ficção científica da Netflix porque o futuro já chegou e ele fica em Shenzhen, na China. Enquanto a gente ainda briga com o sinal do Wi-Fi ou espera o ônibus que nunca passa, essa cidade saiu de um simples vilarejo de pescadores para se tornar o lugar mais tecnológico do planeta em menos de 40 anos. O que está acontecendo lá não é só modernidade, é um salto no tempo que faz qualquer metrópole brasileira parecer que parou no século passado.
Lá o dinheiro físico praticamente sumiu e as carteiras viraram peça de museu. O povo paga o metrô e as compras usando apenas o reconhecimento facial ou a palma da mão. É o fim daquela desculpa de que esqueceu o cartão em casa! As estações de metrô parecem naves espaciais, com robôs ajudando os passageiros e uma organização que deixaria qualquer engenheiro de queixo caído. Eles construíram uma malha ferroviária gigante em tempo recorde, conectando cada canto dessa megalópole com precisão absoluta.
E se você acha que o entregador de aplicativo de moto é rápido, precisa ver os drones de entrega que cruzam o céu de Shenzhen. Você faz o pedido em uma máquina e, em poucos minutos, o seu pacote chega voando até um ponto específico.
Além disso, os táxis voadores já estão sendo testados. São veículos para duas pessoas, sem piloto, controlados por rotas automáticas que parecem ter saído direto dos desenhos. É a tecnologia servindo para ganhar tempo de verdade.
O mais impressionante é como a tecnologia está nos pequenos detalhes do dia a dia. Imagine sentar em um banco de praça que usa energia solar para carregar o seu celular via USB. Ou ir em uma academia ao ar livre onde as máquinas têm reconhecimento facial para contar suas calorias e registrar o seu treino automaticamente.
Até as lixeiras abrem sozinhas quando você se aproxima para evitar que você toque em sujeira. É o tipo de utilidade pública que foca no conforto real do cidadão.
A cidade é a casa de gigantes como Huawei, DJI e Tencent, funcionando como um laboratório vivo. Tudo o que é novo no mundo é testado primeiro nas ruas de Shenzhen. O governo chinês investiu pesado para transformar o local em um polo econômico riquíssimo, atraindo mentes brilhantes do mundo todo.
O resultado é uma cidade que gera a própria energia em prédios com design minimalista e jardins flutuantes que parecem obras de arte.
O segredo de Shenzhen é o contraste. Você caminha por uma rua cheia de componentes eletrônicos e gadgets de última geração em Huaqiangbei e, logo ali do lado, encontra a cidade antiga de Nantou. Eles preservaram templos, muralhas e casas tradicionais que hoje abrigam cafés modernos. É o passado e o futuro convivendo em total harmonia, mostrando que o progresso não precisa destruir as raízes de um povo.
O recado que Shenzhen manda para o resto do mundo é curto e grosso: a tecnologia não é luxo, é ferramenta de qualidade de vida.
