A Índia enfrenta um novo surto que ligou o sinal de alerta máximo em países vizinhos como a Tailândia.

Estamos falando de um patógeno letal. O Nipah é transmitido por morcegos e porcos, mas o que realmente assusta é a sua taxa de letalidade de até 75%.

Imagine um vírus que pode causar desde uma gripe comum até uma inflamação grave no cérebro. É exatamente isso que ele faz. E o pior de tudo é que não existe vacina nem cura específica.

O perigo que vem do céu e dos aeroportos

O surto atual em Bengala Ocidental colocou mais de cem pessoas em quarentena. Entre os infectados, profissionais de saúde que cuidavam de doentes, o que mostra como o contágio entre humanos é real e perigoso.

Os aeroportos da Tailândia já começaram a triagem de passageiros. Eles sabem que, em um mundo conectado, uma doença que começa em uma vila indiana pode desembarcar em qualquer lugar em poucas horas.

O vírus Nipah já está na lista da OMS como uma das doenças com potencial para causar uma epidemia global. Ele é colocado no mesmo patamar de perigo que o Ebola e o Zika.

O que esperar dessa nova ameaça

O grande problema do Nipah é a sua origem silenciosa. Ele chega através de frutas contaminadas por saliva de morcegos ou pelo contato direto com animais infectados. É o tipo de ameaça difícil de controlar na base.

Os sintomas iniciais são traiçoeiros, como febre e dor de garganta. Mas a evolução para o coma pode acontecer em apenas 24 ou 48 horas. É uma velocidade assustadora para qualquer sistema de saúde.

Por enquanto, o controle depende exclusivamente do isolamento rigoroso. A Índia já mostrou que consegue conter surtos anteriores, mas a vigilância constante é o único remédio que temos disponível no momento.

Fica o aviso para quem viaja para essas regiões. O cuidado com a higiene e o consumo de alimentos deve ser redobrado. O Nipah é a prova de que a natureza ainda guarda segredos que podem parar o mundo.

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Jornalista atuante desde 2019, com registro profissional no Ministério do Trabalho desde 2022, e experiência em produção de eventos desde 2016. Atua como redatora, editora e web designer.