Você já parou para pensar que o segredo para continuar subindo escadas com facilidade ou levantando da cadeira sem aquele ‘ai’ clássico pode estar em um movimento que a gente faz desde criança? Pois é, segundo especialistas em longevidade, o agachamento tem se tornado o queridinho de quem passou da barreira dos 50 e não quer deixar a peteca cair quando o assunto é massa muscular. Mas calma, não precisa sair por aí parecendo um atleta olímpico logo de cara.

De acordo com educadores físicos, a perda de força com o passar dos anos é um processo natural, mas ela não precisa ser uma regra absoluta. Relatos de profissionais da área indicam que a constância e a execução correta de movimentos simples podem ser muito mais eficazes do que passar horas em aparelhos complicados de academia. O foco aqui não é estética, mas sim garantir que o seu corpo continue sendo seu melhor aliado na rotina diária.

A grande dúvida que muita gente tem é sobre a quantidade. Afinal, quanto é necessário para ver diferença? Conforme orientações de especialistas como Matheus Nazário Pedroso, não existe um número mágico universal. O que existe é o respeito ao seu condicionamento atual, sua mobilidade e, claro, ao seu histórico de saúde. O importante, segundo os estudos, é dar o estímulo certo para o músculo entender que ele ainda é fundamental para a sua autonomia.

Como começar a estimular os músculos com segurança

Para quem está parado há algum tempo, a indicação de especialistas é começar devagar. Estudos sugerem que iniciar com 10 a 20 repetições diárias, divididas em séries curtas, costuma ser um excelente ponto de partida. Com o tempo e a adaptação do corpo, essa meta pode evoluir para algo entre 30 e 50 repetições totais ao longo do dia. A ideia não é fazer tudo de uma vez até ficar exausto, mas sim distribuir o esforço.

Essa divisão estratégica, segundo educadores físicos, ajuda a reduzir a fadiga e permite que você foque no que realmente importa: a qualidade do movimento. É muito melhor fazer dez agachamentos perfeitos do que cinquenta de qualquer jeito, correndo o risco de sobrecarregar as articulações. O objetivo principal é o combate à sarcopenia, que é aquele nome complicado para a perda de força que costuma aparecer com a idade.

Além disso, o agachamento é considerado um exercício funcional por excelência. De acordo com especialistas, ele recruta grandes grupos musculares simultaneamente. Isso significa que, ao praticar, você está fortalecendo as pernas, protegendo os joelhos e até melhorando o seu equilíbrio. É o tipo de investimento que paga dividendos em forma de independência para caminhar, carregar compras ou brincar com os netos sem sofrimento.

A técnica que protege suas articulações

Não adianta nada querer ganhar força se você acabar com dor no joelho, certo? Por isso, especialistas como Aurélio Alfieri reforçam que a técnica vale mais do que a contagem. A orientação geral é manter os pés firmes no chão, os joelhos alinhados com as pontas dos pés e o tronco o mais estável possível. Se o corpo inclinar demais para frente, pode ser sinal de que é hora de diminuir a amplitude do movimento.

Caso apareça algum desconforto na lombar ou nos joelhos, a recomendação de profissionais é reduzir o volume e priorizar o controle. O corpo precisa sair da atividade melhor do que entrou. Se o movimento básico ficar muito fácil, há quem defenda o uso de cargas leves, como uma mochila ou um pequeno halter, mas sempre com progressão gradual e sem pressa para queimar etapas.

A frequência também é um ponto de debate interessante. Enquanto alguns especialistas sugerem que séries curtas diárias ajudam a criar o hábito, outros indicam que treinar de duas a três vezes por semana com um descanso maior entre as sessões pode ser mais benéfico para a recuperação muscular. O segredo, segundo os relatos de quem estuda o tema, é encontrar o ritmo que você consiga manter por meses, e não apenas por uma semana de empolgação.

O papel do descanso e da alimentação no processo

Por fim, é importante lembrar que o exercício sozinho não faz milagre. Conforme apontam nutricionistas e especialistas em saúde, o suporte nutricional é o que dá ‘combustível’ para o músculo se manter firme. A ingestão adequada de proteínas, uma boa hidratação e, principalmente, um sono reparador são pilares que ajudam o corpo a responder positivamente aos estímulos do agachamento.

Manter a massa muscular depois dos 50 é perfeitamente possível com paciência e inteligência. Ao adotar movimentos que simulam o dia a dia, como o simples ato de agachar e levantar, você está enviando uma mensagem poderosa para o seu organismo. Segundo a visão de especialistas, a autonomia e a confiança no próprio corpo são os maiores troféus que alguém pode conquistar nessa fase da vida. Portanto, comece no seu tempo, respeite seus limites e foque na constância.

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