Você já sentiu aquela sensação de que o mundo deu uma giradinha logo após levantar da cadeira em um dia abafado? Segundo especialistas ouvidos pelo portal O Antagonista, esse fenômeno é muito mais comum do que a gente imagina quando os termômetros sobem.
De acordo com profissionais da área, o nosso corpo funciona como uma máquina térmica que tenta se equilibrar o tempo todo. Quando o sol aperta, as nossas veias e artérias se dilatam para tentar expulsar o calor interno, o que pode fazer a pressão cair.
Relatos médicos indicam que essa tal vasodilatação, somada à perda de líquidos pelo suor, é a receita perfeita para aquela moleza chata. É como se o volume de sangue diminuísse e o caminho ficasse mais largo, dificultando a chegada rápida de oxigênio ao cérebro.
Os sinais que o corpo envia no mormaço
Conforme explicam estudiosos do tema, a famosa vista escura ou a sensação de pernas bambas são avisos claros do organismo. Não é frescura e muito menos algo para ignorar completamente, já que o bem-estar fica seriamente comprometido nessas horas.
Especialistas apontam que a turvação visual e a sonolência são sintomas clássicos da hipotensão relacionada às altas temperaturas. Em casos onde o sangue demora um pouco mais para circular direito, pode até rolar aquele desmaio breve que assusta todo mundo.
Segundo informações técnicas, a pressão é considerada baixa quando os valores ficam abaixo de 9 por 6. Para quem já tem a pressão naturalmente mais baixa, qualquer grau a mais no ambiente já se torna um desafio para manter o pique durante o dia.
Quem precisa de atenção redobrada nos dias de sol
Estudos sugerem que nem todo mundo reage da mesma forma ao mormaço brasileiro. Existem grupos que, segundo os médicos, possuem uma sensibilidade maior a essas variações bruscas de pressão e precisam de um cuidado extra.
De acordo com levantamentos clínicos, idosos e pessoas muito magras costumam sentir mais o impacto. Isso acontece porque a reserva de líquidos nesses perfis tende a ser menor, facilitando a desidratação que derruba os níveis pressóricos rapidamente.
Além disso, há quem defenda que usuários de certos tipos de medicamentos, como diuréticos, fiquem atentos. O uso dessas substâncias pode potencializar a perda de água, tornando o corpo um alvo mais fácil para a tontura e o desânimo típico do verão.
Como auxiliar o organismo a enfrentar as altas temperaturas
Para evitar que o dia acabe em um sofá com as pernas para cima, especialistas indicam algumas práticas simples. A principal delas, como muitos já suspeitam, é manter o corpo devidamente abastecido com água ao longo de toda a jornada.
É indicado que o consumo de líquidos chegue a uma média de 2 a 3 litros por dia, exceto em casos de restrição médica específica. Manter uma garrafinha sempre por perto costuma ser a estratégia mais eficaz para não esquecer de hidratar as células.
Outra recomendação frequente de especialistas é evitar movimentos muito bruscos ao levantar. O corpo precisa de alguns segundos para ajustar o fluxo sanguíneo quando saímos da posição deitada para a em pé, principalmente se o ambiente estiver muito quente.
Quando a busca por orientação se torna necessária
Embora a pressão baixa no calor seja comum, médicos alertam que episódios frequentes de desmaio ou mal-estar intenso não devem ser normalizados. Se a tontura vem acompanhada de dor no peito ou confusão mental, o sinal de alerta deve ser ligado.
Segundo especialistas, a avaliação profissional é fundamental para entender se existe algo além do clima influenciando esses sintomas. Às vezes, um simples ajuste na rotina ou na medicação já é suficiente para devolver a disposição e a segurança no dia a dia.
Em resumo, o calor é um fator externo poderoso, mas com informação e pequenos ajustes de hábito, é possível passar pelas estações mais quentes com muito mais conforto. Fique de olho nos sinais do seu corpo e não hesite em buscar apoio especializado se o incômodo persistir.
