Tesouro Direto Bate Recorde em Fevereiro com Vendas Bilionárias
O Tesouro Direto alcançou um marco significativo em fevereiro, registrando o maior volume de vendas para este mês desde sua criação em 2002. Foram comercializados R$ 8,25 bilhões em títulos públicos para pessoas físicas, um resultado expressivo que demonstra o crescente interesse dos brasileiros por essa modalidade de investimento.
Este desempenho representa um aumento de 43,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando as vendas somaram R$ 5,76 bilhões. Apesar do recorde mensal, o volume foi inferior a janeiro, que havia registrado vendas recordes para todos os meses, influenciado pela troca de títulos prefixados que venceram.
O destaque de fevereiro, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional, vai para a preferência dos investidores pelos títulos atrelados à taxa básica de juros, a Selic. Essa forte procura é diretamente influenciada pelo patamar elevado da taxa, que se encontra em 14,75% ao ano, tornando esses papéis particularmente atrativos. O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Transparente.
Títulos Vinculados à Selic Lideram a Preferência dos Investidores
Os títulos cujos rendimentos acompanham a Taxa Selic foram os mais procurados em fevereiro, representando 49% do total das vendas. Essa dominância se deve ao cenário de juros altos, que oferece retornos mais robustos e previsíveis para os investidores. A taxa Selic, que se manteve em 10,5% ao ano até setembro de 2024, subiu para 14,75% ao ano, um fator crucial para a atratividade desses investimentos.
Os títulos corrigidos pela inflação, atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também demonstraram força, respondendo por 29,8% das vendas. A expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses contribui para o interesse contínuo nesses papéis, que oferecem proteção contra a perda do poder de compra.
Novos Títulos e o Perfil do Investidor no Tesouro Direto
Os títulos mais recentes, como o Tesouro Renda+, voltado para o financiamento de aposentadorias e lançado no início de 2023, capturaram 6,4% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 com o objetivo de auxiliar na poupança para o ensino superior, atraiu 1,9% das vendas. Esses produtos, embora com menor participação percentual, indicam a diversificação de objetivos dos investidores.
O número total de investidores no Tesouro Direto atingiu a marca de 34.809.947, com 222.220 novos participantes em fevereiro. A maioria das operações, 75,3% do total, foi de vendas de até R$ 5 mil, evidenciando a **popularização do Tesouro Direto** entre pequenos investidores. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 51,7% do total de operações.
Estoque e Captação de Recursos do Tesouro Direto
O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 226,93 bilhões no final de fevereiro, um aumento de 3,03% em relação ao mês anterior. Esse crescimento se deve à correção pelos juros e ao fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 4,65 bilhões no último mês. A captação de recursos através da venda de títulos é uma das principais formas do governo financiar suas dívidas e honrar compromissos.
O Tesouro Direto, criado em 2002, visa democratizar o acesso a títulos públicos para pessoas físicas, permitindo a compra direta pela internet. O programa cobra uma taxa da B3, a bolsa de valores brasileira, que é descontada nas movimentações dos títulos. O valor médio por operação em fevereiro foi de R$ 10.242,74, com preferência por títulos de curto e médio prazo, de até cinco anos, que representaram 52,6% das vendas.
Fonte: Tesouro Nacional
