Você já parou para pensar por que aquela pontada nas costas ou o peso nos ombros parecem não ir embora nunca? Segundo especialistas em biomecânica, a resposta pode estar na forma como estamos vivendo dentro de quatro paredes e sentados por horas a fio.

Relatos indicam que o corpo humano não foi projetado para a imobilidade, e o que chamamos de rotina moderna está cobrando um preço alto da nossa estrutura. Conforme apontam estudos internacionais, a falta de movimento regular enfraquece os tecidos e acaba sobrecarregando as articulações de um jeito que a gente nem percebe no dia a dia.

De acordo com dados divulgados por tabloides de saúde, quando passamos muito tempo sem sair do lugar, nossos músculos perdem a tonicidade. Isso faz com que ligamentos e tendões tenham que carregar um peso que não é deles, o que costuma ser o gatilho para aquelas inflamações chatas.

Por que o corpo reclama da falta de agito

Especialistas explicam que a ausência de estímulos físicos reduz a circulação sanguínea nos tecidos moles. Sem o fluxo correto, a nutrição das células fica prejudicada e o oxigênio não chega como deveria onde mais precisamos.

É por isso que, segundo relatos de quem vive no escritório, aquela sensação de rigidez ao acordar é tão comum. Há quem defenda que pequenas caminhadas leves já ajudam a melhorar a resposta do organismo, aliviando a percepção de desconforto de forma natural.

O problema é que a inatividade também mexe com a nossa postura. Conforme observado em análises ergonômicas, ombros caídos e o pescoço inclinado para olhar o celular geram uma pressão absurda na região cervical, o que pode explicar muitas dores de cabeça por aí.

O impacto nas juntas e na coluna

Além da coluna, as articulações dos quadris e joelhos sentem a falta da chamada lubrificação sinovial. Segundo médicos da área ortopédica, o movimento contínuo é o que mantém as juntas “azeitadas” e prontas para o gasto.

Quando ficamos travados, a flexibilidade vai embora e o risco de lesões bobas, até em tarefas domésticas, acaba aumentando. Por isso, é indicado que se façam pausas ativas durante o trabalho para proteger o sistema locomotor de danos que podem se tornar persistentes.

Estudos sugerem que o sedentarismo se manifesta em pontos específicos, como a lombar e os joelhos. Na lombar, a causa costuma ser o encurtamento de músculos internos, enquanto nos joelhos, a falta de líquido sinovial gera aqueles estalos que assustam muita gente.

A ciência por trás do movimento

De acordo com diretrizes de saúde, iniciar uma rotina leve estimula a produção de substâncias que funcionam como analgésicos naturais no nosso sistema nervoso. O movimento ajuda a distribuir fluidos, reduzindo o atrito entre os ossos.

A prática de alongamentos, por exemplo, costuma ser utilizada para devolver a elasticidade aos músculos. Isso evita que eles pressionem nervos sensíveis, o que é um alívio para quem sofre com formigamentos ou queimação nas pernas.

Inclusive, pesquisadores apontam que a circulação lenta prejudica a drenagem linfática. Esse acúmulo de líquido pode pressionar terminações nervosas, gerando aquele cansaço precoce que muita gente confunde com problemas de circulação mais graves.

O que dizem as recomendações oficiais

Segundo a Organização Mundial da Saúde, pequenas mudanças são capazes de auxiliar na reversão dos efeitos da inatividade. Trocar o elevador pela escada ou caminhar até o mercado são estratégias que costumam ser indicadas para manter o corpo ativo.

A recomendação oficial para adultos é de pelo menos cento e cinquenta minutos de atividade moderada por semana. Esse volume é visto por especialistas como essencial para garantir um envelhecimento com mais autonomia e menos limitações.

No fim das contas, o corpo humano é uma máquina feita para rodar. Manter o sistema em movimento não é apenas uma questão de estética, mas sim de manter a engrenagem funcionando sem ruídos e sem aquelas fisgadas que tiram o humor de qualquer um.

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