Você já parou para pensar que aquele gesto automático de dar uma borrifada de perfume no pescoço antes de sair de casa pode não ser a melhor ideia do mundo? Pois é, parece que o que sempre consideramos o auge da elegância e do autocuidado está sendo questionado por quem entende do assunto. Segundo especialistas em saúde ouvidos pelo tabloide britânico Daily Mail, essa prática tão comum pode esconder alguns efeitos colaterais que a maioria de nós nem imagina.
Historicamente, aprendemos que os pontos de pulso, como o pescoço e os pulsos, são os lugares ideais porque o calor do corpo ajuda a difundir a fragrância. No entanto, o que está circulando agora nas redes sociais e ganhando coro entre médicos é que essa região específica é extremamente sensível. De acordo com relatos, a preocupação vai desde a proximidade com glândulas importantes até reações visíveis na pele que podem custar caro para reverter depois.
Embora tenha surgido um burburinho digital sobre o impacto do perfume na tireoide, especialistas como a Dra. Eleonora Fedonenko, de Los Angeles, sugerem que o perigo real é mais estético e dermatológico do que hormonal. Segundo a médica, o grande vilão aqui é a combinação dos componentes químicos da fragrância com a luz solar. É indicado ter cautela, pois essa mistura pode resultar em algo chamado Poiquilodermia de Civatte, que nada mais é do que uma descoloração persistente da pele.
Por que o pescoço sofre mais com as fragrâncias
De acordo com os estudos apresentados, a pele do nosso pescoço é consideravelmente mais fina e possui menos glândulas de óleo do que outras partes do corpo. Isso significa que ela tem uma capacidade de recuperação muito menor contra irritações químicas. Segundo a Dra. Fedonenko, é comum observar pacientes com danos solares muito mais severos no pescoço do que no rosto, justamente porque negligenciamos a proteção dessa área enquanto a bombardeamos com álcool e essências.
O problema acontece quando os produtos químicos reagem com os raios UV, criando um padrão de manchas avermelhadas e pigmentação escura que se instala nos vincos da pele. Conforme explicam os dermatologistas, essas marcas não saem com uma simples lavagem. Em muitos casos, é relatado que apenas tratamentos a laser caros conseguem amenizar o estrago. Por isso, há quem defenda que mudar o local da aplicação é uma estratégia inteligente de preservação.
Além disso, o médico canadense Rron Bejtullahu reforça que essas alterações de pigmento podem durar meses e são frequentemente confundidas com alergias comuns ou erupções cutâneas. Segundo ele, a região é altamente vascularizada e fica muito exposta ao sol, o que potencializa a absorção de substâncias que não deveriam estar ali em contato direto com a luz forte.
Alternativas seguras para continuar cheiroso
Se você não abre mão do seu perfume favorito, não precisa entrar em pânico. Especialistas indicam que existem formas muito mais seguras de manter a perfumação sem colocar a integridade da pele em risco. Uma das sugestões mais recorrentes é aplicar a fragrância diretamente nas roupas ou em áreas que não ficam tão expostas ao sol, como a parte de trás dos joelhos ou até mesmo nos pulsos, desde que fiquem protegidos pelas mangas.
De acordo com o Dr. Bejtullahu, borrifar o perfume no tecido da roupa não diminui a vida útil do cheiro e ainda cria uma barreira protetora para a sua pele. Outra dica valiosa para quem já aplicou o produto no pescoço é o uso de lenços ou golas altas, que servem como um bloqueio físico contra a radiação ultravioleta, evitando a reação química indesejada. É uma mudança simples de hábito que pode evitar muita dor de cabeça no futuro.
Para quem sofre com condições como eczema ou rosácea, o cuidado deve ser redobrado. Segundo os relatos médicos, nessas pessoas os sintomas de irritação costumam aparecer com mais frequência e demoram muito mais para desaparecer. Portanto, a recomendação geral é observar como seu corpo reage e, na dúvida, optar sempre pela aplicação indireta. Afinal, manter o estilo é bom, mas garantir que a pele continue saudável e sem manchas é ainda melhor.
