Sabe aquele momento em que você está encarando o nada, ouvindo uma música ou fingindo que presta atenção em uma conversa, mas sua mente está a quilômetros de distância? Pois é, segundo especialistas como a psicóloga holística Nicole LePera, esse hábito de viver no mundo da lua pode ser muito mais do que simples distração. Relatos recentes sugerem que o que muitos chamam de sonho acordado pode ser, na verdade, uma resposta do cérebro para lidar com situações difíceis.
De acordo com informações divulgadas por tabloides internacionais, esse comportamento é conhecido tecnicamente como devaneio excessivo ou dissociação. Conforme explica a especialista, o cérebro cria essas realidades alternativas para tentar processar traumas ou situações onde nos sentimos acuados. É como se a nossa mente criasse um refúgio seguro quando a realidade ao redor parece um pouco pesada demais para suportar.
Há quem defenda que esse hábito começa ainda na infância. Segundo estudos e observações clínicas, crianças que crescem em ambientes estressantes costumam imaginar que pertencem a outras famílias ou que vivem em cenários de filmes. É uma forma que o sistema nervoso encontra para buscar conforto. Se você já se pegou reencenando uma discussão de trabalho e dando a resposta perfeita que não deu na hora, saiba que você não está sozinho nessa.
Por que criamos conversas imaginárias na nossa cabeça
Segundo a Dra. LePera, é muito comum que as pessoas usem o devaneio para obter o que chamam de fechamento emocional. Sabe aquele término de relacionamento mal resolvido ou aquela injustiça no escritório? Ao imaginar a cena acontecendo de forma perfeita, o cérebro tenta reorganizar a memória e trazer uma sensação de justiça que não existiu na vida real. É indicado observar se esses pensamentos ocupam muito espaço no seu dia.
Embora pareça algo inofensivo, especialistas alertam que o problema surge quando a pessoa prefere a fantasia ao contato com o mundo real. Conforme indicado em portais de saúde renomados, como a Cleveland Clinic, esse comportamento costuma ser um mecanismo de enfrentamento para quem lida com ansiedade ou estresse crônico. Não é que sonhar seja ruim, mas o excesso pode acabar atrapalhando conexões reais com amigos e familiares.
O ato de se perder em pensamentos é algo que quase todo mundo faz em algum nível. Pode até auxiliar no processamento de emoções complexas, funcionando como uma válvula de escape temporária. No entanto, quando o mundo imaginário se torna mais atraente que a própria rotina, pode ser um sinal de que o corpo está exausto e buscando uma saída de emergência psicológica.
Como identificar quando o hábito de fantasiar passa dos limites
Relatos de usuários em redes sociais mostram que muita gente utiliza a música como gatilho para essas viagens mentais. É aquele momento no ônibus ou no carro onde você se imagina em um videoclipe ou sendo entrevistado por um apresentador famoso. Segundo psicólogos, isso costuma ser uma forma de gerenciar o tédio ou a insatisfação com o momento presente. O importante é manter o pé no chão sempre que possível.
Para quem sente que vive mais na cabeça do que no mundo físico, é indicado buscar formas de se conectar com o agora. Práticas que estimulam a presença e o foco na realidade atual costumam ser sugeridas por profissionais da área. O objetivo não é parar de sonhar, já que a imaginação é uma ferramenta incrível, mas sim garantir que ela não se torne uma prisão invisível que te impede de viver experiências reais.
Se você se identificou com esse comportamento de criar realidades paralelas, saiba que entender o motivo por trás disso é o primeiro passo. Conforme defendem os especialistas, olhar para esses devaneios como um sinal do cérebro pedindo atenção pode ajudar a lidar melhor com o estresse do dia a dia. Afinal, nossa mente é mestre em criar caminhos para nos proteger, mesmo que esses caminhos sejam feitos apenas de sonhos.
