O INSS começou a pagar em fevereiro os benefícios com os novos valores atualizados para 2025. A mudança atinge diretamente milhões de brasileiros que dependem da previdência para sobreviver.

Para quem recebe acima do piso nacional, o índice de correção oficial é de 3,9%. O percentual foi definido com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), apurado pelo IBGE.

Com essa atualização, o teto da Previdência Social subiu de R$ 8.157,40 para R$ 8.475,55. É o valor máximo que qualquer segurado pode receber mensalmente do instituto neste ano.

A realidade de quem ganha acima do mínimo

Mas é preciso olhar para os números com atenção. Pelo segundo ano seguido, quem recebe mais que o mínimo terá apenas a reposição da inflação. Isso significa que não há ganho real.

Na prática, o poder de compra desse grupo apenas se mantém empatado com a subida dos preços. É uma situação diferente de quem recebe o piso nacional, que teve aumento acima da inflação.

Segundo dados oficiais do INSS, cerca de 13,2 milhões de pessoas estão nessa categoria de benefícios superiores ao mínimo. Eles representam uma parcela significativa da economia que agora precisa recalcular o orçamento.

O abismo entre o piso e o teto

Enquanto isso, a maioria esmagadora dos segurados, cerca de 21,9 milhões de brasileiros, recebe apenas o salário mínimo. Para esse grupo, o valor subiu de R$ 1.580 para R$ 1.618.

Nesse caso, houve um ganho real de 2,5%. Essa diferença de tratamento entre quem ganha o mínimo e quem ganha acima dele é fruto da nova política de valorização aprovada pelo Congresso Nacional.

O governo justifica a medida como uma forma de proteger os mais pobres dentro do arcabouço fiscal. Mas, para o aposentado que contribuiu sobre salários altos a vida toda, a sensação é de desvalorização.

Mudanças nas alíquotas de contribuição

O reajuste não muda apenas o que entra na conta do aposentado, mas também o que sai do bolso do trabalhador ativo. As tabelas de contribuição foram atualizadas com o novo teto.

As alíquotas agora seguem faixas progressivas que vão de 7,5% a 14%. Quem ganha mais, contribui com uma fatia maior para o sistema, respeitando o limite máximo de R$ 8.475,55.

É fundamental que o trabalhador de carteira assinada confira o novo desconto no contracheque. O sistema do Meu INSS já está sendo atualizado para refletir esses novos cálculos de arrecadação.

Como conferir seu novo pagamento

Os pagamentos referentes a fevereiro já estão seguindo o calendário oficial. Para quem ganha o mínimo, os depósitos ocorrem entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro.

Já para quem recebe acima do piso, o dinheiro cai na conta entre os dias 2 e 6 de fevereiro. O cronograma é organizado pelo número final do cartão de benefício, sem o dígito.

O extrato detalhado pode ser acessado pelo site ou aplicativo Meu INSS com a conta Gov.br. Quem tem dificuldade com tecnologia pode ligar para a Central 135 e confirmar os dados.

O impacto social da correção

A análise técnica mostra que o governo tenta equilibrar as contas públicas enquanto mantém o consumo básico. Mas a falta de ganho real para benefícios maiores gera uma erosão silenciosa na classe média.

Com o passar dos anos, quem recebia três salários mínimos acaba ficando cada vez mais próximo do piso. É um fenômeno que preocupa especialistas em previdência e economia doméstica.

No fim das contas, o reajuste de 3,9% é o cumprimento estrito da lei. Mas para o aposentado que enfrenta a alta dos remédios e alimentos, o valor parece sempre insuficiente para o custo de vida atual.

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Jornalista com registro profissional (MT) e fundador do portal Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui uma trajetória sólida como produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com especialização em WordPress e estratégia de conteúdo digital. É o Diretor-Geral da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, onde lidera a produção de notícias factuais que já alcançaram mais de 10 milhões de leitores em todo o Brasil.