Um incêndio de grandes proporções atinge desde sexta-feira a reserva natural de Hautes Fagnes, a maior da Bélgica, localizada na região da Valônia, no sudeste do país. As chamas avançaram rapidamente e já alcançaram uma área de aproximadamente 30 quilômetros quadrados.
O fogo ainda não foi controlado e segue avançando em direção à fronteira com a Alemanha. Centenas de pessoas foram retiradas preventivamente de duas localidades próximas à área atingida.
Até o momento, não há registro de mortos ou feridos, e nenhuma residência foi atingida pelas chamas.
Incêndio já está entre os maiores da história recente do país
A área queimada corresponde a cerca de metade do território de San Marino e coloca o episódio entre os maiores incêndios registrados na Bélgica nas últimas décadas.
O último caso de proporções semelhantes ocorreu em 2011, mas atingiu menos da metade da área que já foi consumida pelo fogo desta vez.
A causa do incêndio ainda não foi determinada. As autoridades, porém, apontam que as altas temperaturas e a seca registrada nas últimas semanas favoreceram a rápida propagação das chamas.
Terreno dificulta trabalho dos bombeiros
As características da própria reserva também complicam o combate ao incêndio. Hautes Fagnes possui extensas áreas de terreno pantanoso, o que dificulta a aproximação de veículos pesados.
Os caminhões dos bombeiros correm risco de afundar em determinadas regiões, impedindo que as equipes consigam chegar perto das frentes de fogo para atacar diretamente as chamas.
Com o incêndio ainda ativo, as operações seguem concentradas na tentativa de impedir que o fogo avance para novas áreas e se aproxime ainda mais da fronteira alemã.
Europa enfrenta sequência de incêndios
O incêndio na Bélgica ocorre em meio a uma nova sequência de queimadas registradas em diferentes partes da Europa.
Desde sexta-feira, também houve incêndios na Grécia, Croácia, Espanha e Sérvia, ampliando uma temporada marcada por episódios de fogo em vários países do continente.
O cenário coincide com um período de temperaturas excepcionalmente elevadas. Segundo o serviço europeu Copernicus, junho e julho de 2026 foram os meses mais quentes já registrados na Europa Ocidental para seus respectivos períodos.
Na Bélgica, as autoridades continuam acompanhando o avanço das chamas em Hautes Fagnes enquanto equipes de emergência trabalham para proteger as áreas habitadas próximas à reserva.





