Olha só essa novidade que está mudando a vida de muita gente aqui no Paraná. Se você tem um idoso em casa que precisa de cuidados o tempo todo e a grana está curta, presta atenção porque o governo estadual começou a pagar uma bolsa mensal que pode chegar a R$ 810,50. O valor é referente a meio salário mínimo e serve para dar um fôlego no orçamento de quem parou a vida para cuidar de um pai, mãe ou avô. O negócio é sério e já está valendo, mas tem regras que você precisa entender para não perder a viagem.
Fiquei impressionado com a iniciativa porque a gente sabe que cuidar de uma pessoa de idade não é brincadeira. Exige tempo, paciência e, principalmente, dinheiro que muitas vezes a família não tem. Esse benefício foi batizado de Bolsa Cuidador Familiar e faz parte de um programa maior chamado Paraná Amigo da Pessoa Idosa. A ideia é simples: em vez de mandar o idoso para um asilo, o governo ajuda a família a manter ele em casa com dignidade. Mas não é para todo mundo, o foco é em quem realmente está na corda bamba financeiramente.
Quem tem direito a receber o dinheiro todo mês
Muita gente vai sair correndo atrás, mas é bom ler as letras miúdas. Para começar, o cuidador precisa ter mais de 18 anos e morar na mesma casa que o idoso. Outro ponto fundamental é o CadÚnico. Se o seu cadastro estiver desatualizado, nem adianta tentar. O limite de renda da família deve ser de até um salário mínimo por pessoa. Se a conta passar disso, o sistema barra na hora. É um programa para quem está em situação de vulnerabilidade.
Outro detalhe importante é que o cuidador não pode ter um emprego com carteira assinada ou receber aposentadoria própria. A lógica do governo é ajudar justamente aquele parente que teve que largar o trabalho para se dedicar exclusivamente ao idoso. O idoso também precisa passar por uma avaliação técnica. Não basta ter mais de 60 anos, os profissionais de saúde vão verificar se ele realmente depende de ajuda para as tarefas básicas do dia a dia, como comer, tomar banho ou se trocar.
Cidades que já estão com o programa liberado
Por enquanto, o governo está fazendo um teste, o que eles chamam de projeto-piloto. Isso significa que apenas 20 cidades do Paraná foram selecionadas nessa primeira fase. Se você mora em Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu ou Londrina, por exemplo, já pode procurar saber. Outras cidades como Ponta Grossa, Guarapuava, Colombo e Pato Branco também estão na lista. Cada município recebeu cerca de 15 vagas iniciais, o que é pouco perto da demanda, então a seleção é bem rigorosa.
A lista completa das cidades inclui ainda Francisco Beltrão, União da Vitória, Cianorte, Irati, Ivaiporã, Dois Vizinhos, São Mateus do Sul, Palmeira, Araucária, Marialva, Marechal Cândido Rondon, Prudentópolis e Guaratuba. Se a sua cidade não está aqui, o jeito é esperar o programa crescer, mas se você mora em um desses lugares, o conselho é se mexer rápido porque a fila de espera deve aumentar conforme a notícia se espalha.
Como fazer para pedir o benefício agora mesmo
O caminho mais curto para conseguir essa ajuda é ir direto ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da sua região. Leve todos os documentos pessoais, tanto os seus quanto os do idoso. Se você quer garantir a análise do seu caso, é fundamental estar com o CadÚnico em dia. Se o seu cadastro tem mais de dois anos que não é mexido, atualize primeiro. Sem isso, o processo nem começa.
Depois que você faz o pedido no CRAS, uma equipe técnica da prefeitura vai até a sua casa. Eles precisam ver de perto a situação. Vão avaliar a saúde do idoso usando um sistema chamado SIPI-PR. É uma avaliação técnica que mede a fragilidade da pessoa. Se tudo for aprovado, o nome vai para uma lista do estado e, se houver vaga disponível na sua cidade, o dinheiro começa a cair na conta do cuidador. Não é um bicho de sete cabeças, mas exige organização com a papelada.
Diferença entre a bolsa e outros benefícios
Uma dúvida que sempre aparece é se quem recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada) ou aposentadoria pode acumular com essa bolsa. A resposta é sim. A Bolsa Cuidador não substitui o dinheiro que o idoso já recebe. Ela é um extra para quem cuida. O governo entende que o custo de remédios, fraldas e alimentação especial consome toda a aposentadoria, por isso criou esse auxílio focado no trabalho de quem está ali na linha de frente cuidando do velhinho.
É uma mudança de visão importante. Antigamente, o governo gastava muito dinheiro mantendo idosos em abrigos públicos. Agora, eles perceberam que é mais barato e muito mais humano ajudar a própria família a fazer esse serviço. Para o idoso, ficar perto dos netos e dos filhos não tem preço. Para o estado, é uma forma de garantir que a pessoa seja bem tratada sem precisar ser arrancada do seu convívio social. É o tipo de ajuda que realmente faz diferença no final do mês para o trabalhador comum.
