Se você está consumindo creatina dessa forma pare agora

A creatina é a queridinha da vez porque realmente funciona para dar mais força e resistência. Só que tem um detalhe que quase ninguém sabia e que uma pesquisa recente da Unicamp acabou de revelar.

Se você não guardar o pote no lugar certo ou misturar o pó com a bebida errada, você está literalmente jogando seu dinheiro no lixo. O suplemento perde o efeito e vira outra coisa que não ajuda em nada no seu músculo.

O estudo feito pelo laboratório Innovare analisou as marcas mais vendidas no Brasil e descobriu que a creatina é muito mais sensível do que a gente imaginava. O grande vilão aqui é o calor e a luz.

Muita gente deixa o pote em cima da geladeira, perto do fogão ou até dentro do carro quente. Isso é um erro para o produto. Quando a temperatura passa dos sessenta graus ou o sol bate direto no pó, a molécula da creatina se transforma em creatinina.

Para quem não sabe, a creatinina é apenas um resíduo que o corpo descarta. Ou seja, você toma o suplemento, mas o seu corpo não aproveita nada.

O perigo das misturas e do jeito de guardar

Outro ponto que pegou muita gente de surpresa foi a mistura com bebidas. Tem quem goste de colocar a creatina no café quentinho ou naquele suco de laranja bem ácido pela manhã.

Segundo os pesquisadores, isso é uma furada. O calor da bebida quente estraga o suplemento na hora. Já os alimentos cítricos, como limão e laranja, mudam a acidez e também atrapalham a eficácia do produto. O ideal mesmo é o básico, água em temperatura ambiente e tomar logo em seguida. Nada de deixar a mistura parada na coqueteleira pegando luz por muito tempo.

Na hora de guardar, esqueça sacos plásticos transparentes ou aqueles potes que deixam a luz passar. O melhor é manter no pote original, bem fechado e dentro de um armário fresco e escuro. Se você costuma levar a dose pronta na coqueteleira para o trabalho ou para a academia, tome cuidado para não deixar o frasco exposto ao sol ou em lugares abafados.

Fontes e Referências

Estudo conduzido pelo Laboratório Innovare de Biomarcadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp e publicado na revista científica Food Research International. Pesquisa coordenada pelo professor Rodrigo Ramos Catharino e realizada pela pesquisadora Patricia Yukari Saiki.

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