Muita gente ainda carrega aquele pensamento antigo de que certas atividades só servem para mulheres ou para pessoas mais velhas. Mas a história do Samuel Alves de Melo, um jovem de 22 anos lá do interior de São Paulo, mostra que o mundo mudou e que o talento não escolhe gênero.
Ele transformou o crochê, algo que aprendeu olhando a avó, em uma fonte de renda e uma verdadeira paixão. É o tipo de exemplo que serve para mostrar como um hobby pode virar um negócio sério quando a gente deixa o preconceito de lado.
Samuel começou a se interessar pelas linhas e agulhas ainda criança. Ele via a avó paterna trabalhando e sentia aquela vontade de aprender, mas ficava com vergonha de pedir por ser homem. A sorte dele foi ter uma mãe atenta que percebeu o interesse do filho quando o pegou tentando fazer pontos apenas com as mãos.

“Eu tentei fazer com a mão, não tinha agulha. Fiquei tentando até que minha mãe viu e minha mãe ficou com dó, né? Sabe como é o coração de mãe”, afirma.
A partir daí, o apoio da família foi o combustível para ele não desistir. Ele aprendeu com uma vizinha e nunca mais parou de criar peças que encantam.
O que chama a atenção na jornada desse rapaz, é como ele consegue equilibrar a vida. Ele trabalha em um hotel durante a noite e aproveita os momentos de calmaria para tocar as suas encomendas.
Além de ajudar no orçamento, o artesanato funciona como uma terapia. Samuel conta que o crochê esteve presente nos momentos alegres e também nos mais difíceis, servindo como um refúgio para a mente.
O segredo para ganhar dinheiro com o que ama
Hoje em dia o Samuel faz de tudo um pouco. Ele produz bolsas, amigurumis que são aqueles bonequinhos fofos de crochê, chaveiros e até itens de decoração para mesa. O segredo dele é nunca dizer não para um desafio. Quando um cliente pede algo diferente, ele corre para a internet, estuda o passo a passo e entrega o resultado.

Ele já produziu mais de mil peças e garante que nunca faltou cliente. Isso acontece porque ele não tem vergonha de mostrar o que faz. Em qualquer lugar que chega, ele puxa assunto e apresenta a sua arte. Essa facilidade em se comunicar ajuda a quebrar barreiras.
A história dele também carrega uma carga emocional muito bonita. Mesmo que a avó não tenha visto todo o sucesso que ele faz hoje, a semente foi plantada por ela. O crochê virou um elo eterno entre os dois. No dia a dia, a irmãzinha dele também ajuda a manter o ânimo lá no alto, sempre elogiando cada peça nova que sai das mãos do irmão.
No fim das contas, o caso do Samuel deixa uma lição clara para todos nós. Não importa o que você goste de fazer, se existe dedicação e apoio, tem tudo para dar certo. O artesanato é uma profissão digna e cheia de possibilidades para quem quer empreender.
