Você já se pegou suando no calor de 30 graus, mas sentindo que é impossível fechar os olhos sem um lençol por cima? Se sim, saiba que você não está sozinho nessa.

Para muita gente, o cobertor não serve apenas para aquecer, mas funciona como um verdadeiro botão de desligar para o cérebro. A ciência explica que essa necessidade é puramente biológica.

Quando nos cobrimos, o peso do tecido exerce uma pressão leve na pele. Isso ativa o nosso sistema nervoso parassimpático, que é o responsável por avisar o corpo que é hora de relaxar.

Essa sensação de estar envolvido simula o conforto de um abraço. Nesse momento, o cérebro libera substâncias como a serotonina e a melatonina, que combatem a ansiedade e induzem ao sono profundo.

Além disso, existe um fator de segurança ancestral. Ao longo da vida, aprendemos que estar coberto significa estar protegido de perigos, o que ajuda a mente a sair do estado de alerta.

Por isso, dormir com o pé para fora ou enrolado em um lençol fininho não é frescura. É uma estratégia

Outro ponto curioso é que nossa temperatura corporal cai naturalmente durante a noite. Mesmo que o quarto esteja quente no início, o corpo busca o cobertor para evitar o choque térmico na madrugada.

Por isso, dormir com o pé para fora ou enrolado em um lençol fininho não é frescura. É uma estratégia do seu organismo para garantir um descanso reparador e uma mente mais calma no dia seguinte.

Se você sofre com insônia ou estresse, o simples hábito de escolher uma manta confortável pode ser o remédio natural que estava faltando para suas noites.

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Jornalista atuante desde 2019, com registro profissional no Ministério do Trabalho desde 2022, e experiência em produção de eventos desde 2016. Atua como redatora, editora e web designer.