Dá até um desespero quando o celular escorrega da mão e cai direto na água, né? A primeira reação de muita gente é correr para o pote de arroz, mas a verdade é que isso é uma tremenda furada.

Se o seu celular tomou um banho, a primeira regra de ouro é desligar o aparelho imediatamente. Não tente ver se ele ainda liga, não teste a câmera e, pelo amor de Deus, não coloque para carregar. A água lá dentro em contato com a energia causa um curto-circuito que frita a placa-mãe na hora.

Agora, se ele caiu no mar, na piscina com cloro ou se você derrubou refrigerante nele, o negócio é estranho, mas necessário: você precisa dar um banho de água limpa. As fabricantes explicam que o sal e o açúcar corroem as peças internas muito rápido. Mergulhe por uns 2 minutos em água doce corrente para tirar a sujeira e depois seque apenas por fora com um pano que não solte fiapo.

Para tirar o excesso de água, nada de usar cotonete ou palito. Isso só empurra o líquido para onde não deve. O segredo é bater de leve com a mão no topo do celular, com a entrada do carregador virada para baixo, como se estivesse tirando água do ouvido. Depois, esqueça o secador de cabelo! O calor derrete as colas que vedam o aparelho. O certo é deixar ele num lugar com muito vento, de preferência na frente de um ventilador ligado.

Você vai precisar de paciência. O tempo de secagem varia entre 24 e 48 horas. Se o seu celular for mais moderno, ele vai avisar na tela que tem umidade no conector. Enquanto esse aviso não sumir, não use cabos.

Muita gente se confunde com as famosas siglas IP67 ou IP68. Elas indicam que o celular aguenta um mergulho, mas não é para sempre. O IP68, que vem nos modelos mais caros como o iPhone e a linha S da Samsung, segura a onda até 1,5 metro de profundidade por 30 minutos.

Já os celulares mais baratinhos geralmente têm proteção contra respingos ou chuva leve. Se o seu for um desses, o cuidado tem que ser dobrado. No fim das contas, a melhor dica é: não confie 100% na vedação do fabricante. Se o tombo na água foi feio e o aparelho não voltou ao normal depois de dois dias no vento, o único jeito é levar direto numa assistência técnica de confiança para uma limpeza profissional.

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Jornalista atuante desde 2019, com registro profissional no Ministério do Trabalho desde 2022, e experiência em produção de eventos desde 2016. Atua como redatora, editora e web designer.