Se você está cansado de dar murro em ponta de faca aqui no Brasil, preste atenção no que está acontecendo do outro lado do mundo. A Austrália e a Nova Zelândia estão enfrentando uma falta de gente para trabalhar tão brava que resolveram facilitar a vida de quem quer imigrar legalmente. Não é conversa fiada de internet, os caras realmente precisam de mão de obra em setores que pagam muito bem, como construção civil, saúde e tecnologia.
O que está rolando é o seguinte. Esses países investiram pesado em infraestrutura e serviços, mas a população local não dá conta de preencher todas as vagas. Para não deixar a economia parar, eles estão correndo atrás de estrangeiros, e os brasileiros estão no topo da lista de interesse. A ideia deles é simples, menos burocracia e mais chances para quem tem vontade de trabalhar e alguma qualificação técnica ou profissional.
Onde encontrar as vagas oficiais agora
Não adianta nada saber da oportunidade e ficar procurando em site furada ou caindo em golpe de rede social. Para quem quer a Austrália, o caminho mais seguro é acessar os portais que os próprios australianos usam. Os principais são o Seek Australia e o Indeed Austrália. Se você busca algo no setor público ou quer ver o que o governo de lá oferece diretamente, precisa acessar o site oficial do Workforce Australia: https://www.workforceaustralia.gov.au/.
Já para quem prefere o clima e a tranquilidade da Nova Zelândia, o esquema é parecido. Os sites Seek Nova Zelândia e o portal do governo Jobs.govt.nz são os pontos de partida. Além disso, os neozelandeses criaram iniciativas específicas para quem vem de fora, como o WorkHere New Zealand. Se você quer garantir que está olhando para oportunidades reais, acesse o quadro de empregos da imigração oficial: https://www.immigration.govt.nz/.
Salários que fazem a conta fechar
Vamos falar de dinheiro, porque ninguém atravessa o oceano por caridade. Na Austrália, o salário médio semanal bate a casa dos AU$ 1.542,00. Se você for da área da construção civil, os ganhos podem ser ainda mais ignorantes, com gerentes de obra chegando a faturar até AU$ 320.000,00 por ano. É um valor que, convertido para o real, muda a vida de qualquer família brasileira.
Na Nova Zelândia, o salário mínimo já é bem atrativo, girando em torno de NZ$ 23,50 por hora. Para quem é jovem e quer apenas uma experiência temporária, o visto Work Holiday Visa é uma mão na roda. Já para os profissionais mais experientes, o foco deve ser o Accredited Employer Work Visa (AEWV), que é voltado para empresas que já estão autorizadas pelo governo a contratar gente de fora.
Áreas que estão desesperadas por gente
Não pense que é só para quem tem diploma de doutor. A demanda é pesada para técnicos e pessoal do operacional também. Na Oceania, áreas como agricultura, hotelaria, engenharia e até açougueiros estão em falta. Se você tem experiência comprovada em qualquer um desses setores, suas chances de conseguir um visto patrocinado por uma empresa aumentam drasticamente.
O segredo aqui é o pragmatismo. Os governos desses dois países não querem dificultar, eles querem resolver o problema de falta de pessoal. Por isso, estão simplificando os processos de visto para quem já tem uma oferta de emprego na mão. Se você domina o básico do inglês e tem uma profissão técnica, talvez seja a hora de parar de reclamar da crise e olhar para o mapa.
Como se preparar para não ser barrado
Apesar da facilidade, não ache que é bagunça. Você precisa estar com a documentação em dia e, principalmente, fugir de qualquer proposta que peça dinheiro antecipado para “garantir vaga”. Isso não existe. O processo correto envolve aplicar para a vaga, passar pela entrevista e, com o contrato ou oferta em mãos, entrar com o pedido de visto nos canais oficiais.
Aproveite que 2026 começou com essa abertura maior. A Austrália revisou recentemente suas orientações para facilitar a entrada de quem vai agregar ao mercado de trabalho. O momento de organizar o currículo no padrão internacional e começar a disparar aplicações nos links que passei acima é agora. Quem chega primeiro bebe água limpa.
