A médica Gassi Mazia, de 37 anos, encontrada morta em um apartamento em Maringá, no Paraná, era servidora pública, apaixonada por viagens e havia se tornado mãe em dezembro de 2025. Amigos usaram as redes sociais para prestar homenagens e recordar a forma carinhosa como ela tratava as pessoas e cuidava do filho.
O principal suspeito do crime é o marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. A Justiça decretou a prisão preventiva dele. Como também estava ferido quando foi localizado, permanece internado sob escolta policial.
A defesa informou à RPC que está avaliando a situação jurídica do suspeito.
Médica trabalhava em unidade de saúde de Sarandi
Gassi se formou em Medicina em 2016 pela Universidade do Sul de Santa Catarina, no campus de Tubarão.
Desde abril de 2019, trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde de Sarandi, município localizado a cerca de sete quilômetros de Maringá. Ela havia ingressado no serviço público após aprovação em concurso.
Nas redes sociais, compartilhava registros de viagens realizadas a diferentes países. Entre os destinos estavam Bélgica, Itália, Estados Unidos, Suíça, Canadá e Grécia.
Amigos também destacaram a relação dela com o filho, nascido em dezembro de 2025, descrevendo Gassi como uma mãe dedicada e amorosa.
Familiar procurou a polícia após relato do marido
Segundo depoimento prestado à Polícia Civil, uma familiar de João Vitor recebeu mensagens dele na noite de sábado perguntando se ela estava em Mandaguari, cidade a aproximadamente 32 quilômetros de Maringá.
Depois, ele teria pedido o endereço da residência da familiar e ido até o local.
Conforme o relato da testemunha, ainda dentro do carro, João afirmou que havia brigado com Gassi e que tinha matado a médica.
A família acionou a Polícia Militar e também chamou o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência porque o homem apresentava ferimentos na região do pescoço.
Após a chegada dos policiais, ele recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio e foi levado para atendimento médico, permanecendo sob escolta.
Corpo foi encontrado no apartamento
Depois da prisão do suspeito em Mandaguari, uma equipe policial de Maringá foi até o apartamento onde a médica morava.
O Samu já estava no imóvel e havia confirmado a morte.
Segundo a investigação, o corpo havia sido localizado inicialmente por outro familiar, que soube do ocorrido e foi até o endereço. No local também estava o filho de oito meses do casal, que havia ficado sozinho no apartamento.
De acordo com o boletim de ocorrência, havia três facas próximas ao corpo da vítima.
O delegado Adriano Garcia informou que a médica apresentava aproximadamente dez marcas de golpes. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
O sepultamento de Gassi ocorreu na manhã de segunda-feira (7).




