Os golpes digitais estão cada vez mais perigosos e, ao contrário do que muitos pensam, não dependem apenas de vírus ou invasões de sistemas. Nossa equipe apurou que o uso de dados públicos se tornou a principal arma de criminosos para enganar moradores de Catanduvas e região. Informações que parecem inofensivas, como nome, telefone e profissão, são reunidas para criar abordagens tão reais que até as pessoas mais atentas acabam caindo.

Esses dados são obtidos de forma legal em redes sociais, cadastros abertos e sites oficiais. O problema acontece quando os golpistas cruzam essas informações. Ao saber detalhes sobre a vida da vítima, o criminoso deixa de fazer uma ligação genérica e passa a usar uma conversa personalizada, o que aumenta drasticamente as chances de sucesso do crime.

Como o perfil da vítima é montado

O trabalho dos criminosos costuma ser silencioso. Eles utilizam ferramentas que buscam dados automaticamente na internet. Depois de coletar o que está exposto, eles conseguem entender os hábitos da pessoa, onde ela mora e quais serviços costuma utilizar. Com isso em mãos, a base para o golpe está pronta.

A psicologia explica por que esses golpes funcionam. O cérebro humano tende a confiar quando alguém do outro lado da linha fala o nosso nome completo ou confirma parte do nosso CPF. Essa técnica, chamada de engenharia social, faz com que a desconfiança diminua e a vítima acredite que está falando com um representante legítimo de um banco ou órgão público.

Os cenários mais comuns dos golpes

O Portal Catanduvas em Foco identificou que os canais preferidos para esses ataques são o WhatsApp e ligações telefônicas comuns. Os cenários mais usados envolvem falsas centrais de atendimento, cobranças de dívidas que não existem ou confirmações de segurança que parecem normais.

Em muitos casos, o golpista nem precisa enviar um link suspeito. Ele apenas conduz a conversa de forma que a própria vítima realize uma transferência ou entregue uma senha. Como o criminoso já possui dados reais da pessoa, a farsa se torna extremamente convincente.

Dicas para não ser a próxima vítima

Para reduzir os riscos, a principal orientação é diminuir a exposição na internet. Quanto menos informações pessoais estiverem públicas, mais difícil fica para o criminoso montar um perfil detalhado. Confira as recomendações de segurança:

  • Evite compartilhar dados sensíveis, como fotos de documentos ou endereços, em redes sociais;
  • Restrinja a privacidade de seus perfis para que apenas conhecidos vejam suas informações;
  • Desconfie sempre de contatos que sabem detalhes demais sobre você sem que você tenha passado;
  • Nunca confirme dados por telefone ou mensagens de texto;
  • Corte o contato imediatamente e procure os canais oficiais da empresa ou instituição para checar a informação.

A atenção deve ser redobrada, pois o maior risco atual não está apenas na tecnologia usada, mas na forma como os criminosos manipulam a confiança das pessoas através de informações que elas mesmas deixaram expostas.

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