O reajuste do INSS em 2026 trouxe uma surpresa amarga para milhares de brasileiros que esperavam um aumento significativo em seus benefícios. Embora o governo tenha oficializado o novo teto de R$ 8.475,55, a aplicação proporcional da correção está reduzindo o poder de compra de quem se aposentou recentemente.

Essa situação ocorre porque apenas os segurados que já recebiam o benefício em fevereiro de 2025 tiveram direito ao índice integral de 3,9%. Para quem entrou no sistema depois disso, o cálculo é fatiado mês a mês. Na prática, isso significa que muitos idosos estão recebendo valores muito abaixo da inflação real sentida no supermercado.

O impacto do reajuste proporcional nos benefícios

A regra de proporcionalidade é um balde de água fria para o planejamento financeiro das famílias. Segundo a Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, o reajuste considera apenas os meses em que o benefício esteve ativo no ano anterior.

Então, quem começou a receber em dezembro de 2025, por exemplo, viu um acréscimo pífio de apenas 0,21% agora em fevereiro. Enquanto isso, o custo de vida não para de subir, criando um abismo entre o que o aposentado ganha e o que ele realmente precisa para sobreviver com dignidade.

Desigualdade entre quem ganha o piso e o teto

A análise dos dados revela uma divisão clara na base de segurados. O salário mínimo subiu para R$ 1.621, garantindo um ganho real de 2,5% acima da inflação para cerca de 21,9 milhões de pessoas.

Mas para os 13,25 milhões de brasileiros que ganham acima do piso, a realidade é de estagnação. Pelo segundo ano consecutivo, esse grupo não teve aumento real. O índice de 3,9%, baseado no INPC, mal cobre a variação de preços de itens básicos, como remédios e planos de saúde, que costumam subir acima dos índices gerais.

Como conferir o seu extrato de pagamento

É fundamental que o segurado acompanhe de perto o extrato de pagamento para evitar erros comuns no processamento. O documento pode ser acessado pelo aplicativo Meu INSS ou pelo site oficial, utilizando a senha do portal Gov.br.

Caso o valor depositado pareça incorreto ou existam descontos indevidos de empréstimos consignados, a orientação é buscar a revisão imediata. O canal de atendimento telefônico 135 também está disponível para esclarecer dúvidas sobre os cálculos proporcionais aplicados neste mês de fevereiro.

Gestão de riscos e cuidados financeiros

Diante de um cenário de reajuste limitado, a cautela financeira deve ser a prioridade máxima para o aposentado. Evitar a contratação de novos empréstimos consignados neste período é essencial, já que a margem disponível pode ser ilusória frente ao baixo aumento líquido.

Especialistas em finanças alertam que qualquer divergência gritante nos valores deve ser analisada por um profissional ou reportada diretamente ao INSS. Manter o cadastro atualizado e monitorar o extrato mensalmente são as únicas formas de garantir que seus direitos previdenciários não sejam corroídos por falhas administrativas ou interpretações equivocadas da lei.

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Jornalista com registro profissional (MT) e fundador do portal Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui uma trajetória sólida como produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com especialização em WordPress e estratégia de conteúdo digital. É o Diretor-Geral da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, onde lidera a produção de notícias factuais que já alcançaram mais de 10 milhões de leitores em todo o Brasil.