O hábito de aplicar perfume no pescoço, considerado um gesto clássico de elegância, está sob a mira de especialistas em saúde. O alerta não é apenas sobre estética, mas sobre uma reação química perigosa.

Embora as redes sociais tenham espalhado boatos de que o perfume afetaria a glândula tireoide, médicos esclarecem que o risco real é dermatológico. A combinação de substâncias químicas e sol é a vilã.

Segundo a médica Dra. Eleonora Fedonenko, de Los Angeles, o uso frequente de fragrâncias nessa região pode desencadear a Poiquilodermia de Civatte. Essa condição causa uma descoloração avermelhada e persistente na pele.

O perigo da reação com a luz solar

A explicação técnica é direta: os componentes do perfume reagem com a luz ultravioleta (UV) do sol. Essa interação gera um padrão de manchas e pigmentação que se instala nas dobras do pescoço.

O Dr. Rron Bejtullahu, especialista baseado no Canadá, reforça que a pele do pescoço é extremamente fina e vascularizada. Isso a torna muito mais sensível do que a pele do rosto ou das mãos.

Essa área possui poucas glândulas sebáceas. Sem a oleosidade natural para proteger, a pele não consegue se recuperar rapidamente da irritação química causada pelo álcool.

Diagnósticos errados e tratamentos caros

Um ponto crítico é que essas manchas são frequentemente confundidas com alergias ou rosácea. Mas, na verdade, são alterações pigmentares de longo prazo que podem durar meses.

O pescoço costuma apresentar 15,5% mais danos solares do que o rosto. Isso acontece porque a maioria das pessoas esquece de passar protetor solar nessa região.

Para quem já sofre com as manchas, a solução não é simples. O tratamento geralmente exige de três a cinco sessões de laser de alto custo para tentar reverter o dano visual e a textura da pele.

Como continuar usando seu perfume favorito

Mas não é preciso abandonar suas fragrâncias. A recomendação médica agora é aplicar o produto nos pulsos ou diretamente na roupa.

Ao borrifar no tecido, você evita o contato direto com a pele sensível e elimina o risco da reação fototóxica. Outra opção é usar lenços ou golas altas que protejam a área após a aplicação.

É importante notar que, embora o contato repetitivo possa causar dermatite de contato, o risco hormonal citado em vídeos virais não possui base científica sólida até o momento.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.