Muitas pessoas amam chegar em casa depois de um dia cansativo, acender uma vela cheirosa e relaxar. Esse hábito virou uma febre de decoração e autocuidado, mas um estudo acendeu um alerta importante.

Pesquisadores da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, descobriram que aquele cheirinho bom pode estar escondendo um risco invisível para o nosso pulmão e até para o nosso coração.

O problema principal não é o cheiro em si, mas o que acontece no ar quando a vela está acesa. A pesquisa, que saiu em uma revista científica chamada Environmental Science & Technology Letters, mostrou que as fragrâncias das velas liberam substâncias chamadas terpenos.

O nome parece difícil, mas os terpenos são apenas compostos que dão o aroma. O perigo aparece quando esses terpenos se misturam com o ozônio que já existe dentro das nossas casas.

Dessa mistura química, surgem as nanopartículas. Elas são tão minúsculas que o nosso nariz não consegue filtrar. Segundo a engenheira Nusrat Jung, que comandou o estudo, essas partículas são pequenas o suficiente para atravessar o tecido do pulmão e cair direto na nossa corrente sanguínea.

Para você ter uma ideia, o impacto no ar da sua sala pode ser comparado à poluição de cidades muito grandes ou até ao uso de fogões a gás sem exaustor.

O que a Anvisa diz sobre isso

Porque é preciso ter cautela ao usar velas aromáticas dentro de casa

Aqui no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fica de olho nesses produtos. Muita gente não sabe, mas velas aromáticas e difusores de ambiente são considerados “saneantes” e precisam de registro ou notificação. Recentemente, o órgão chegou a proibir a venda de algumas marcas famosas que não tinham essa comprovação de segurança. O risco sanitário é levado a sério porque, se o fabricante usa uma essência barata e tóxica, quem paga o pato é o consumidor que respira aquilo o dia inteiro.

Se você tem asma, rinite ou crianças pequenas em casa, o cuidado precisa ser dobrado. Essas partículas irritam as vias aéreas muito rápido, podendo causar espirros, tosse e até falta de ar em quem já é mais sensível.

Como continuar usando velas sem medo

A boa notícia é que você não precisa jogar suas velas favoritas no lixo agora mesmo. O segredo está em saber escolher e como usar. O primeiro passo é trocar as velas de parafina por opções mais naturais. Procure por velas feitas de cera de abelha, cera de soja, coco ou palma. Essas ceras vegetais têm uma queima muito mais “limpa” e não soltam aqueles resíduos de petróleo no ar.

Outra dica de ouro é a ventilação. Nunca deixe uma vela acesa em um banheiro fechado ou em um quarto pequeno sem nenhuma fresta de janela aberta. O ar precisa circular para que as partículas não fiquem concentradas no ambiente. Além disso, mantenha o pavio da vela sempre aparado, com uns 5 milímetros. Isso evita que a chama fique muito alta e solte aquela fumaça preta, que é pura fuligem e faz muito mal para o pulmão.

Por fim, use com moderação. Deixe a vela acesa por uma ou duas horas para perfumar a casa e depois apague.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.