O brasileiro vive hoje uma epidemia de chamadas indesejadas. O que antes era apenas um incômodo pontual de operadoras, agora se tornou uma ferramenta de golpes financeiros e extorsão de dados em massa.

Dados recentes de segurança digital mostram que a reação do usuário ao telefone pode ser o gatilho para mais ligações. Segundo especialistas em segurança digital do Diário do Litoral, o hábito de desligar rápido demais é um erro estratégico.

Essa prática, que parece lógica para evitar o incômodo, acaba alimentando os bancos de dados de robocalls. O problema é que esses sistemas são programados para entender o comportamento humano de forma binária.

O erro de desligar o telefone imediatamente

Quando você recebe uma chamada e encerra a conexão no primeiro segundo, o sistema automatizado registra uma interrupção técnica. Para o robô, isso não significa que você não quer falar.

Na verdade, o algoritmo interpreta que você está apenas temporariamente indisponível. O resultado é que seu número volta para o topo da lista de discagem automática em poucos minutos.

É um ciclo vicioso que satura as linhas telefônicas no Brasil. A recomendação técnica é deixar o telefone tocar por alguns segundos antes de rejeitar a chamada sem emitir qualquer som.

Como os robôs validam seu número ativo

O grande objetivo dessas empresas e golpistas é confirmar que existe um ser humano real do outro lado da linha. Se você atende e diz “Alô”, o sistema valida seu número como ativo e valioso.

Uma vez validado, seu contato passa a ser vendido em listas de leads para diversas empresas. É por isso que, após atender uma ligação de spam, o volume de chamadas costuma triplicar na mesma semana.

Os smartphones modernos já possuem filtros nativos contra Spam e Fraude. Mas esses filtros dependem de denúncias dos usuários para que o banco de dados global seja atualizado constantemente.

Chamadas indesejadas: Como reduzi-las e não cair em golpes

A segurança dos dados em primeiro lugar

O perigo real não é apenas a perda de tempo, mas a segurança da informação. Jamais forneça dados como CPF, endereço ou confirmações bancárias para números desconhecidos.

Golpistas utilizam técnicas de engenharia social para extrair pequenas confirmações. Um simples “sim” gravado pode ser usado para validar contratações fraudulentas em serviços de voz automatizados.

Se a ligação parece ser de um banco ou órgão oficial, desligue e retorne pelo canal oficial da instituição. Nunca use o número que acabou de te ligar para fazer a verificação.

Estratégias para reduzir o volume de chamadas

Além de esperar alguns segundos para rejeitar, o uso do serviço Não Me Perturbe, da Anatel, é um passo fundamental. Ele bloqueia ofertas de telemarketing de empresas de telecomunicações e bancos consignados.

Mas lembre-se: esse bloqueio não impede a ação de criminosos virtuais. Para esses casos, a única barreira eficiente é o comportamento cauteloso do próprio usuário ao lidar com a tela do celular.

O cenário atual exige que sejamos céticos com cada toque do aparelho. A tecnologia de discagem evoluiu para ser agressiva, e nossa resposta precisa ser igualmente estratégica para retomar a privacidade digital.

Em suma, a paciência de esperar o telefone tocar antes de agir pode ser a diferença entre uma tarde tranquila ou um dia inteiro de interrupções robóticas incessantes.

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Jornalista com registro profissional (MT) e integrante estratégica da equipe editorial do Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui sólida experiência em produção de eventos e web design. Como editora e redatora da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, contribui para a curadoria de conteúdos factuais e relevantes que atendem a uma audiência de mais de 10 milhões de leitores, focando em ética, agilidade e precisão informativa.