O cenário econômico de Joinville, em Santa Catarina, vive um momento de expansão acelerada que parece ignorar as oscilações nacionais. A cidade acaba de ser confirmada como a terceira mais segura do Brasil.

Este dado consta no Anuário 2025 Cidades Mais Seguras do Brasil, elaborado pela plataforma MySide. O recorte foca em municípios que possuem entre 500 mil e 1 milhão de habitantes.

Para chegar a esse resultado, o estudo utilizou indicadores rigorosos de violência letal. Foram cruzados dados do Painel de Monitoramento de Mortalidade do governo federal com estatísticas populacionais do IBGE.

Segurança pública como motor da economia

Não é coincidência que o ambiente seguro esteja atraindo investidores. Segundo dados da Junta Comercial do Estado (Jucesc), Joinville registrou uma média impressionante de 74 novos negócios por dia em 2025.

Esse ritmo de abertura de empresas reflete a confiança do setor privado. O governo de Santa Catarina também confirmou um recorde estadual, com 293 mil novos CNPJs abertos no mesmo período.

Mas o que explica esse fenômeno em Joinville? A resposta parece estar no investimento massivo em tecnologia de monitoramento. A prefeitura implementou o programa Joinville Sempre Alerta, com mais de 2 mil câmeras.

Esses equipamentos não servem apenas para vigiar. As imagens são compartilhadas em tempo real com a Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal, criando uma rede de proteção integrada.

O impacto direto no bolso do cidadão

O reflexo dessa organização aparece no PIB de Joinville, que atingiu a marca histórica de R$ 49,8 bilhões. O município se mantém como a maior economia de Santa Catarina e a 28ª maior do país.

A cidade agora ocupa um posto estratégico na Região Sul, ficando atrás apenas de capitais como Curitiba e Porto Alegre. Isso mostra que o modelo de gestão focado em ordem pública gera riqueza.

Os setores que mais crescem são transporte, comércio e construção civil. Além disso, a indústria de transformação e os serviços de tecnologia continuam sendo os pilares que sustentam os empregos locais.

Integração entre forças policiais e tecnologia

O secretário de Proteção Civil, Paulo Rogério Rigo, afirma que o sucesso se deve à atuação conjunta. O Grupo de Ação de Ordem Pública (GAOP) reúne diversos órgãos para operações preventivas.

A prefeitura também reforçou o braço humano da segurança. Foram contratados 88 novos agentes por concurso, elevando o efetivo da Guarda Municipal para 120 integrantes focados no patrulhamento urbano.

É importante notar que, enquanto cidades de menor porte como Brusque e Jaraguá do Sul lideram o ranking geral, Joinville se destaca pelo desafio de manter a ordem em uma metrópole.

Um modelo que precisa ser observado

O caso de Joinville deixa uma lição clara para outros gestores brasileiros. A segurança não deve ser vista apenas como uma despesa, mas como um ativo econômico indispensável.

Quando o empresário sente que seu patrimônio e seus funcionários estão protegidos, o investimento acontece naturalmente. O resultado é um ciclo virtuoso de geração de renda e desenvolvimento social.

Por fim, a parceria com entidades de inovação garante que a cidade não fique estagnada. O foco agora é manter esses indicadores enquanto a população continua crescendo em ritmo acelerado.

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Jornalista com registro profissional (MT) e fundador do portal Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui uma trajetória sólida como produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com especialização em WordPress e estratégia de conteúdo digital. É o Diretor-Geral da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, onde lidera a produção de notícias factuais que já alcançaram mais de 10 milhões de leitores em todo o Brasil.