O mercado de alimentos e bebidas passa por constantes transformações à medida que grandes empresas ajustam suas estratégias para manter competitividade e lucratividade. Em meio a esse cenário, multinacionais têm revisto seus portfólios e redirecionado investimentos para áreas consideradas mais promissoras no cenário global.
Os consumidores que apreciam os sorvetes da Nestlé devem começar a se preparar para mudanças. A empresa anunciou que deixará de atuar no segmento de sorvetes no Brasil e que os produtos deixarão de ser comercializados no país de forma gradual.
Essa decisão impacta diretamente uma das categorias mais tradicionais do mercado nacional. Ela faz parte de um processo de reestruturação global da companhia que pretende concentrar esforços em setores mais rentáveis.
Detalhes da reestruturação e foco estratégico
De acordo com a empresa, as operações restantes serão repassadas à Froneri. Esta é uma joint venture criada em 2016 em parceria com o fundo PAI Partners. Nos últimos anos, a multinacional já vinha reduzindo sua participação no negócio e agora avança para uma saída definitiva.
A mudança segue o direcionamento estratégico do presidente da companhia, Philipp Navratil. Ele busca simplificar o portfólio e priorizar segmentos como café, nutrição, alimentos e produtos voltados para animais de estimação. Estas são as áreas que atualmente concentram a maior parte das vendas globais.
Em comunicado, o executivo destacou que a medida tem como objetivo fortalecer marcas estratégicas e aumentar a eficiência operacional. A decisão também ocorre após a companhia registrar queda nos lucros e nas vendas ao longo de 2025.
Segundo dados divulgados pela própria empresa, o lucro líquido apresentou retração de 17% no último ano, enquanto a receita registrou leve diminuição. Diante desse cenário, foram iniciadas negociações para a venda das operações de sorvetes ainda mantidas em alguns países.
Apesar da saída do setor, os produtos não devem desaparecer imediatamente das prateleiras. No entanto, a gestão do negócio passará a ser conduzida por outra empresa, marcando uma mudança estrutural definitiva na operação brasileira.
