A medicina deu um passo gigante na luta contra o esquecimento e a ciência brasileira já monitora os avanços de um novo método de diagnóstico. Um exame de sangue de alta precisão agora consegue identificar sinais do Alzheimer até duas décadas antes do paciente apresentar qualquer falha de memória.
Através dessa tecnologia, médicos conseguem medir os níveis da proteína p-tau217, que funciona como um marcador biológico da doença. Antigamente, esse diagnóstico só era possível com exames caros, invasivos e muitas vezes dolorosos para o idoso.
O impacto dessa descoberta para as famílias é imenso. Identificar a predisposição de forma precoce permite que o paciente inicie mudanças no estilo de vida e tratamentos experimentais que retardam a perda das funções cognitivas.
A diferença entre o diagnóstico comum e o novo teste
Atualmente, o diagnóstico padrão do Alzheimer acontece por exclusão, quando a pessoa já apresenta confusão mental e perda de autonomia. O novo exame de sangue inverte essa lógica, focando na prevenção e no monitoramento químico do cérebro.
A precisão do teste chega a 90%, um índice comparável aos exames de líquor, que exigem uma agulha na coluna. Com apenas uma coleta de sangue em laboratório, o especialista tem em mãos o mapa do risco futuro do paciente.
Especialistas da Sociedade Brasileira de Geriatria reforçam que o teste ainda não é um item de rotina em todos os check-ups, mas a tendência é que ele se torne a ferramenta principal de rastreamento nos próximos anos.
O custo do tratamento e o acesso à tecnologia
Embora a tecnologia seja revolucionária, o desafio agora é o custo de implementação. Inicialmente disponível na rede privada, o exame ainda passa por análises de viabilidade para ser integrado ao sistema público de saúde no futuro.
A expectativa é que a produção em larga escala reduza o preço final, tornando o diagnóstico acessível para a maioria da população. O foco do governo e das farmacêuticas é usar esse dado para testar novos medicamentos que bloqueiam o avanço da doença.
Para quem possui histórico familiar de demência, a chegada desse exame representa uma esperança real de planejamento. O objetivo da ciência é transformar o Alzheimer em uma condição gerenciável, como a hipertensão ou o diabetes.
Como proteger o cérebro enquanto a cura não chega
Enquanto os testes de sangue se popularizam, os pilares da saúde cerebral continuam os mesmos: atividade física regular, alimentação balanceada e controle do sono. O cérebro precisa de estímulos constantes para criar novas conexões.
Instituições de pesquisa sugerem que o controle rigoroso da pressão arterial após os 40 anos é a melhor forma de proteger os neurônios. A tecnologia vem para somar, mas a prevenção diária ainda é a arma mais barata contra o declínio cognitivo.
Ficar atento aos editais de saúde e novas parcerias laboratroriais é fundamental. O Brasil possui centros de excelência em neurologia que já estão se preparando para oferecer essa nova modalidade de análise clínica em escala nacional.
