A segurança do nosso planeta está em xeque diante de uma revelação preocupante vinda diretamente da Nasa. Especialistas em defesa planetária confirmaram que cerca de 15.000 asteroides de grande porte ainda não foram mapeados.

Esses objetos espaciais possuem aproximadamente 150 metros de diâmetro. Eles são conhecidos no meio científico como assassinos de cidades, pois um impacto direto teria força suficiente para varrer regiões metropolitanas inteiras do mapa.

Atualmente, a humanidade conhece apenas 40% de um total estimado de 25.000 corpos celestes que orbitam perigosamente perto da Terra. Isso significa que a maior parte dessas rochas viaja pelo espaço de forma invisível aos nossos olhos.

O desafio de enxergar o perigo no escuro

A cientista Kelly Fast, oficial da agência espacial americana, admite que a situação tira o seu sono. O grande problema não são os asteroides imensos, que já estão monitorados, nem os pequenos que queimam na atmosfera.

O risco real mora nos objetos intermediários. Eles são difíceis de detectar porque acompanham a órbita terrestre ao redor do Sol. Essa posição estratégica dificulta a reflexão da luz solar, tornando-os quase impossíveis de visualizar com telescópios comuns.

Para tentar resolver esse apagão de dados, a Nasa planeja lançar o telescópio Near-Earth Object Surveyor. O equipamento vai usar assinaturas térmicas para identificar rochas escuras que hoje estão ocultas pelo brilho solar ou pela escuridão profunda.

A humanidade ainda não possui um plano de defesa pronto

Embora o cinema mostre soluções heroicas, a realidade é bem diferente. Em 2022, a missão DART provou que é possível desviar a trajetória de um asteroide ao colidir uma nave contra ele em alta velocidade.

Mas não existe uma frota de naves pronta para agir. Segundo a cientista Nancy Chabot, da Universidade Johns Hopkins, não teríamos como desviar um impacto de forma ativa neste exato momento se um perigo fosse detectado hoje.

As agências espaciais sofrem com a falta de financiamento contínuo para manter sistemas de defesa em prontidão. Sem investimento pesado, a Terra continua vulnerável a eventos catastróficos que podem surgir sem qualquer tempo de reação viável.

O caso do asteroide YR4 e o futuro da segurança

O debate sobre a proteção do planeta ganhou força com o monitoramento do asteroide YR4. Existe uma chance de 4% de que ele atinja a Lua em 2032, o que já acionou o alerta dos pesquisadores.

Alguns especialistas sugerem o uso de armas nucleares para destruir ameaças iminentes. Essa ideia, que parece saída de um roteiro de ficção científica, é discutida seriamente como uma das últimas alternativas para a sobrevivência regional.

A prioridade absoluta agora é encontrar esses 15.000 asteroides antes que eles nos encontrem. A detecção precoce é a única ferramenta que permite planejar uma missão de desvio ou evacuação de áreas em risco iminente.

O alerta da Nasa serve como um lembrete de que o espaço não é um lugar vazio e silencioso. Ele está repleto de rochas em movimento que podem mudar o curso da história humana se não forem devidamente monitoradas.

Investir em ciência espacial e tecnologia de vigilância não é apenas uma questão de curiosidade. É, acima de tudo, uma estratégia de sobrevivência para garantir que as cidades do futuro não sejam vítimas de um ataque surpresa vindo do céu.

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Jornalista com registro profissional (MT) e fundador do portal Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui uma trajetória sólida como produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com especialização em WordPress e estratégia de conteúdo digital. É o Diretor-Geral da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, onde lidera a produção de notícias factuais que já alcançaram mais de 10 milhões de leitores em todo o Brasil.