A gigante holandesa Heineken confirmou nesta quarta-feira um plano de reestruturação que prevê a eliminação de 5.000 a 6.000 postos de trabalho em todo o mundo. A medida deve ser executada nos próximos dois anos.
Nossa equipe apurou que o corte representa cerca de 7% do quadro total da companhia, que hoje conta com 87 mil colaboradores. O motivo principal é a baixa demanda por cerveja em diversos mercados internacionais.
Com os consumidores reduzindo gastos, a empresa busca cortar custos bilionários para tentar recuperar a eficiência. A projeção de lucro para o ano de 2026 também foi revisada para baixo pela diretoria.
Mudança no comando e pressão de investidores
Além dos cortes, a cervejaria passa por um momento de transição na liderança. O atual CEO, Dolf van den Brink, deixará o cargo em maio de 2026, e a busca por um sucessor já começou.
O Portal Catanduvas em Foco acompanhou que o mercado reagiu com alta nas ações após o anúncio. Investidores acreditam que a redução de despesas pode fortalecer o caixa para futuros investimentos estratégicos.
A empresa explicou que as demissões vão atingir áreas administrativas e operacionais. O foco será em mercados europeus e regiões onde o crescimento não é considerado prioritário no momento.
Cenário difícil para o setor de bebidas
A crise no consumo não afeta apenas a Heineken. Outras grandes marcas, como a Carlsberg, também anunciaram planos semelhantes de contenção de gastos e metas de lucro mais modestas.
Apuramos que a mudança de hábito dos consumidores é um fator determinante. Muitas pessoas estão trocando a cerveja tradicional por opções sem álcool ou bebidas com menor teor alcoólico.
O diretor financeiro da marca, Harold van den Broek, afirmou que a intenção é simplificar a estrutura. Segundo ele, é necessário enxugar a operação para garantir que a empresa continue competitiva.
Metas de lucro revisadas para 2026
A nova estimativa de crescimento do lucro operacional orgânico ficou entre 2% e 6%. Anteriormente, a expectativa da companhia era atingir uma marca superior, chegando a até 8%.
Mesmo com a revisão negativa para o futuro, o balanço de 2025 apresentou números ligeiramente acima do esperado. O lucro operacional cresceu 4,4%, superando as previsões iniciais dos analistas financeiros.
O desafio agora será manter a relevância das marcas enquanto o consumidor segue cauteloso com os gastos. O plano de produtividade deve ser detalhado por cada unidade regional nos próximos meses.
