A tensão entre os Estados Unidos e o Irã atingiu um novo patamar nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026. Em entrevista concedida ao Canal 12 de Israel e ao site Axios, o presidente Donald Trump afirmou categoricamente que o governo iraniano deve aceitar um novo acordo nuclear ou enfrentar consequências militares severas. “Ou chegamos a um acordo, ou teremos de fazer algo muito duro”, declarou o republicano.

Nossa equipe apurou que a estratégia de Trump envolve aumentar a pressão militar direta sobre Teerã. O governo americano já estuda o envio de um segundo porta-aviões para o Oriente Médio, reforçando a presença bélica na região. O objetivo é forçar o regime islâmico a ceder nas negociações sobre o enriquecimento de urânio, que voltaram ao centro do debate internacional.

Atualmente, a Marinha dos EUA já mantém o USS Abraham Lincoln posicionado no Mar da Arábia. O navio está em operação há cerca de duas semanas e, recentemente, um caça F-35 que partiu da embarcação abateu um drone iraniano que se aproximava de forma suspeita. Esse incidente mostra que as forças americanas estão em alerta máximo para qualquer provocação.

Cerco militar e movimentação de tropas

A estratégia de cerco ao Irã não se limita apenas ao Lincoln. O Portal Catanduvas em Foco confirmou que o USS George H. W. Bush também foi acionado e já opera no Atlântico, vindo da costa leste americana. Esta embarcação tem condições de entrar no Mediterrâneo em pouco tempo, o que permitiria aos EUA cercar o território iraniano por diferentes flancos.

Além disso, o USS George Washington, que atua no Pacífico, surge como uma terceira opção de ataque. De acordo com especialistas militares, tanto o George Washington quanto o George H. W. Bush podem alcançar posições estratégicas de combate em apenas uma semana. Esse deslocamento em massa busca mostrar ao líder supremo Ali Khamenei que a opção militar é real.

O cerco começou a se intensificar no início deste ano, logo após Trump declarar apoio a manifestantes iranianos que protestavam contra o regime. O foco do presidente americano agora é impedir que o Irã se torne a décima potência nuclear do mundo, algo que ele considera uma ameaça inaceitável à segurança global.

Histórico de conflitos e negociações

As relações entre os dois países são conturbadas desde que os EUA abandonaram o acordo nuclear de 2015, em 2018. Na época, Trump alegou que o Irã não era transparente. Desde então, o estoque de urânio enriquecido a 60% em Teerã chegou a 400 quilos. Embora não seja o suficiente para uma bomba atômica completa, a quantidade preocupa pela capacidade de causar grandes danos radioativos.

Em 2025, a situação quase saiu do controle quando houve um confronto aéreo de 12 dias entre Israel e Irã. Naquela ocasião, Trump ordenou bombardeios contra instalações nucleares iranianas, o que forçou um cessar-fogo. Agora, as partes tentam uma via diplomática iniciada em Omã, mas o clima de desconfiança permanece alto.

Enquanto o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, fala em busca de consenso, as exigências de Washington são rígidas. Trump exige o desmantelamento total do programa nuclear. Por outro lado, a Rússia sugeriu levar o estoque de urânio para seu próprio território como forma de acalmar os ânimos, mas ainda não houve uma decisão final sobre essa proposta.

Compartilhar.