Olha só como as coisas mudam rápido. Outro dia a gente estava sofrendo para anotar número de agência e conta, esperando horas ou até dias para um dinheiro cair, e agora o negócio ficou tão moderno que parece coisa de filme. Eu fiquei de cara quando vi que agora dá para fazer um pagamento só tirando uma foto. Pois é, o Pix não para de evoluir e as novidades que estão chegando prometem facilitar demais a correria do dia a dia, mas também exigem que a gente fique bem esperto para não perder o controle do bolso.
Desde que essa ferramenta surgiu em 2020, ela virou o braço direito de todo brasileiro. No começo, a grande vantagem era não precisar mais de TED ou DOC e ter o dinheiro na conta na hora, em qualquer dia ou horário. Mas o negócio escalou de um jeito que agora estamos falando de inteligência artificial lendo placa de lanchonete e rabisco em papel para fazer transferência. É prático, é rápido, mas tem uns detalhes que o homem comum precisa entender antes de sair usando de qualquer jeito.
Como funciona esse tal de Pix por imagem
Muita gente ainda não entendeu como isso funciona na prática. Imagine que você está em um bar ou em uma oficina e tem aquela placa com a chave escrita à mão. Em vez de você abrir o aplicativo do banco, clicar em transferir, digitar número por número e conferir se não errou nada, agora o processo é outro. Você simplesmente tira uma foto daquela informação e manda para o contato oficial do seu banco no WhatsApp.
A tecnologia de inteligência artificial lê o que está na imagem, identifica quem vai receber e qual é o valor. O banco te devolve uma mensagem perguntando se os dados estão certos e você só confirma. Instituições como o Itaú, o Banco do Brasil e o Mercado Pago já estão nessa onda. O Banco do Brasil, inclusive, já consegue ler até aquelas letras mais difíceis de entender em papéis rabiscados. É uma facilidade enorme, principalmente para quem vive na correria e não quer perder tempo digitando.
O Pix por aproximação e no WhatsApp
Além dessa história da foto, o Pix por aproximação é outra coisa que está ganhando força. Ele funciona igualzinho ao cartão de débito que a gente já usa. Você encosta o celular na maquininha e pronto, o dinheiro sai direto da sua conta corrente. Não precisa de QR Code e nem de abrir o aplicativo na frente do vendedor. É a tecnologia NFC fazendo o trabalho pesado.
E tem também o pagamento direto na conversa do WhatsApp. Isso é muito útil quando você está combinando um churrasco com os amigos ou dividindo a conta daquela cerveja no final de semana. Você nem sai do chat para pagar. Tudo acontece ali mesmo, de forma integrada. O problema é que, quanto mais fácil fica para o dinheiro sair da conta, menos a gente sente o peso do gasto. É aí que mora o perigo para quem não tem um controle financeiro rigoroso.
O fim do dinheiro físico e do cartão de débito
Não dá para negar que o Pix está matando o dinheiro de papel e as transferências antigas. Hoje em dia, andar com nota na carteira é quase raridade. O impacto maior tem sido no cartão de débito. Para que usar o cartão se o celular já resolve tudo direto da conta? No entanto, o cartão de crédito ainda resiste porque oferece fôlego, permite parcelar as compras e ainda dá aqueles pontos e milhas que muita gente gosta.
O mercado está se adaptando rápido. Muitos lojistas já dão desconto para quem paga no Pix, justamente porque o dinheiro cai na hora e eles não precisam pagar as taxas das operadoras de cartão. Por outro lado, já existe o tal do Pix no Crédito, que nada mais é do que um empréstimo disfarçado. Você faz o pagamento agora, mas só paga a fatura depois, com juros. É preciso ter olho vivo para não entrar em furada achando que está fazendo um bom negócio.
O perigo da facilidade extrema no dia a dia
A minha opinião sincera é que essa modernidade toda tem um lado perigoso. Quando o pagamento vira um reflexo, a gente para de olhar o saldo. Antigamente, você tinha que abrir o app, ver quanto tinha na conta e só depois pagar. Agora, com essa história de tirar foto ou encostar o celular, o cérebro não registra que o dinheiro está indo embora. No final do mês, quando você abre o extrato, o susto é grande.
Esses pequenos valores de R$ 10,00, R$ 20,00 ou R$ 50,00 feitos de forma automática se acumulam rápido demais. A facilidade de tirar uma foto e pagar tira aquela “dor” de tirar a nota da carteira. Minha dica é usar essas facilidades para valores baixos e coisas do dia a dia, mas quando o assunto for um valor maior, pare tudo. Abra o aplicativo do banco com calma, confira o nome de quem vai receber e veja se o saldo permite. A tecnologia está aí para ajudar, mas quem manda no seu dinheiro é você, e não um robô do WhatsApp.
