Olha só a notícia que saiu agora e que pode mudar o bolso de muita família por aí. O governo federal decidiu colocar a mão na massa para tentar segurar a garotada na escola e criou o programa Pé-de-Meia. A ideia é simples e direta. Eles dão uma grana para o aluno não largar os estudos e conseguir terminar o ensino médio com um dinheiro guardado. É uma ajuda que chega em boa hora porque a gente sabe que muita gente acaba saindo da escola cedo para tentar trabalhar e ajudar em casa.

Fiquei impressionado com os valores que estão envolvidos nesse projeto. Não é qualquer merreca não. Se o estudante fizer tudo certinho e seguir as regras o montante total pode chegar a R$ 9.200,00. Isso mesmo que você leu. É um valor que ajuda demais qualquer jovem que está começando a vida agora e quer ter um futuro melhor. Mas não pense que é dinheiro dado de graça sem nenhuma obrigação. Tem que ter compromisso com a aula e com as notas.

Quem tem direito a receber esse dinheiro

Para entrar nessa jogada o estudante precisa preencher alguns requisitos que são bem claros. Primeiro de tudo tem que ter entre 14 e 24 anos. Além disso é obrigatório estar matriculado no ensino médio regular das redes públicas de ensino. Se estiver estudando em escola particular não entra na conta. Outro ponto fundamental é que a família precisa estar inscrita no CadÚnico que é aquele cadastro do governo para programas sociais.

A preferência total para receber o benefício vai para quem já faz parte do Bolsa Família. O governo faz um cruzamento de dados automático então o aluno precisa estar com o CPF regularizado e tudo em dia. Se o cadastro no CRAS da sua cidade estiver desatualizado pode dar problema e o dinheiro não cair. Então o primeiro passo é conferir se as informações da família estão certas no sistema do governo.

Como funciona a divisão dos pagamentos

O dinheiro não cai todo de uma vez na conta. O governo dividiu os pagamentos para garantir que o aluno continue frequentando as aulas o ano todo. Primeiro existe o Incentivo-Matrícula. Assim que o jovem faz a matrícula no início do ano letivo ele recebe um pagamento único de R$ 200,00. É como se fosse um bônus de boas-vindas para incentivar o começo das aulas.

Depois vem o Incentivo-Frequência. Essa é a parte mais importante para o dia a dia. São nove parcelas mensais de R$ 225,00. Para receber esse valor todo mês o aluno precisa bater o ponto na escola e não pode ficar faltando sem motivo. É um suporte mensal para ajudar com as despesas básicas como transporte ou material escolar. Se o aluno sumir da escola o pagamento é cortado na hora.

Bônus por aprovação e o prêmio do Enem

O negócio fica ainda melhor quando o ano acaba. Se o estudante passar de ano ele ganha o Incentivo-Conclusão. Esse é um bônus anual de R$ 1.000,00 que fica guardado. Mas atenção aqui. Esse valor de mil reais por ano só pode ser sacado pelo aluno depois que ele concluir definitivamente o ensino médio. É uma poupança forçada que o governo faz para garantir que o jovem tenha uma reserva quando pegar o diploma.

E para quem chega no terceiro ano ainda tem um extra. Se o aluno participar dos dois dias de prova do Enem ele recebe mais R$ 200,00 de bônus. Esse incentivo é para ninguém deixar de fazer o exame por falta de dinheiro ou desânimo. Somando os três anos de ensino médio com todos os bônus e as parcelas mensais é que se chega naquele valor total de mais de nove mil reais.

Como o dinheiro chega na mão do aluno

A melhor parte é que não precisa enfrentar fila em lugar nenhum para se inscrever. O processo é todo automático. As escolas mandam a lista de matriculados para o governo e o sistema cruza com os dados do CadÚnico. Se estiver tudo certo a Caixa Econômica Federal abre sozinha uma conta poupança digital em nome do estudante. Tudo é resolvido de forma moderna e sem papelada desnecessária.

A movimentação desse dinheiro é feita pelo aplicativo Caixa Tem. Aquele mesmo que muita gente já conhece e usa para outros benefícios. Um detalhe importante é que se o aluno tiver menos de 18 anos ele vai precisar da autorização dos pais ou dos responsáveis legais para conseguir sacar a grana. É uma forma de garantir que o dinheiro seja usado com responsabilidade pela família e pelo jovem.

O recado é bem claro. Se você tem um filho ou conhece alguém que estuda em escola pública avise sobre isso. Manter o cadastro no CRAS atualizado é a única coisa que a família realmente precisa fazer. O resto depende do esforço do aluno em não faltar e conseguir a aprovação no final do ano. É uma oportunidade de ouro para garantir que os nossos jovens não abandonem a escola por falta de dinheiro no bolso.

Compartilhar.