Ter o próprio negócio é o sonho de muita gente, mas tem um monte de cara que abre um MEI e acha que é só deixar lá, sem cuidar de nada. A realidade é bem diferente e o buraco é mais embaixo. A Receita Federal não está para brincadeira e a fiscalização está cada vez mais em cima de quem é microempreendedor individual. Se você bobear com as regras básicas, vai acabar perdendo o seu registro e ficando com uma dívida gigante nas costas. Não adianta reclamar depois se o seu CNPJ for cancelado por pura falta de atenção.

Fiquei impressionado com a quantidade de gente que perde o benefício por causa de erros bobos. Muita gente acha que o MEI é uma bagunça onde cada um faz o que quer, mas o sistema é rígido. Manter tudo certo não é difícil, mas exige que o sujeito seja homem o suficiente para assumir as responsabilidades do negócio. É o básico do básico, mas o pessoal prefere ignorar até que a bomba estoure. Se você não quer ter dor de cabeça com o governo, é melhor entender o que está acontecendo agora em 2026.

O teto de faturamento é sagrado e você não pode ignorar

O primeiro erro que quebra muita gente é o limite de dinheiro que entra na conta. O teto anual para o MEI continua sendo de R$ 81 mil. Se você vender mais que isso, o seu negócio não é mais considerado pequeno aos olhos da lei. Tem muito cara que começa a ganhar um dinheiro legal e esquece de olhar o extrato. Quando ultrapassa o valor, o certo é pedir para sair do regime e virar uma microempresa. Se você não fizer isso e a Receita Federal descobrir, o fumo é grande e o desenquadramento vem com força.

Não adianta tentar esconder faturamento com conta pessoal ou outras gambiarras. O sistema hoje é todo interligado e eles sabem quanto você está movimentando. Se passou do limite, aceite que o negócio cresceu e mude de categoria. É melhor pagar o imposto certo do que ser pego na mentira e ter que pagar retroativo com multa. O jogo tem regras e quem não segue acaba ficando de fora da brincadeira.

O boleto mensal e a declaração obrigatória

Outro ponto que derruba muito microempreendedor é o tal do DAS. Esse é o boleto mensal que todo MEI precisa pagar. O valor é baixo, mas se você deixar acumular, vira uma bola de neve de juros e multas. Tem gente que acha que se não faturou nada no mês, não precisa pagar. Errado. O pagamento é obrigatório todo mês, independentemente de ter tido lucro ou não. É o preço para manter o seu CNPJ ativo e garantir os seus direitos, como a aposentadoria.

Além do boleto, tem a famosa declaração anual, a DASN-SIMEI. O prazo máximo é sempre até o dia 31 de maio. Muita gente esquece ou acha que não precisa fazer se a empresa ficou parada. Isso é um erro fatal. Se não entregar o documento, você fica irregular e seu CNPJ pode ser cancelado rapidinho. É uma tarefa simples que você faz em poucos minutos pela internet, então não tem desculpa para deixar passar.

Atividades proibidas e a história de ter sócio

Um erro que vejo direto é o cara querer ser MEI e ao mesmo tempo ser sócio de outra empresa. Isso é proibido. O regime foi feito para quem trabalha sozinho ou tem um negócio muito pequeno. Se o seu nome aparecer como sócio ou administrador em qualquer outro CNPJ, o seu MEI vai ser excluído automaticamente. É uma regra fundamental e não tem conversa fiada. Ou você é MEI, ou você é sócio de empresa maior.

Também precisa ficar esperto com o que você faz de fato no trabalho. Existe uma lista oficial de atividades que podem ser MEI. Se você colocar que é cabeleireiro mas trabalha com outra coisa que não está na lista, você está irregular. A fiscalização cruza os dados e se perceber que a sua atividade não bate com o registro, o corte é certo. Além disso, o MEI só pode ter um funcionário registrado. Se você contratar o segundo, já era, tem que mudar para microempresa na hora.

Mantenha seus dados atualizados no portal oficial

Por fim, não esqueça que o governo precisa saber onde te encontrar. Muita gente muda de endereço ou de telefone e não avisa ninguém. As comunicações oficiais chegam pelo Portal do Empreendedor ou pelos dados que você deixou lá. Se a Receita Federal tentar falar com você e os dados estiverem errados, eles podem entender que o negócio é fantasma ou está irregular. Isso gera um problemão que poderia ser evitado com dois minutos de atualização cadastral.

Se você seguir essas dicas e manter a casa em ordem, seu CNPJ vai continuar firme e forte. Não seja o tipo de pessoa que espera o problema chegar para tentar resolver. O microempreendedor que leva o negócio a sério não cai nessas armadilhas. Fique esperto com os prazos, pague seus boletos e não tente ser mais esperto que o sistema, porque no fim das contas, o prejuízo sempre sobra para quem não cumpre as regras.

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