O ano de 2026 começou e com ele veio aquela conversa de sempre sobre o aumento das aposentadorias. Muita gente viu as notícias por aí falando que o teto do INSS subiu para quase 8 mil e 500 reais e já ficou animada achando que a grana ia sobrar no final do mês. Mas vamos falar a real aqui entre nós. A situação não é tão simples assim e esse valor alto é para um grupo muito pequeno de pessoas. Se você está esperando um aumento que vai mudar sua vida financeira de um dia para o outro, é melhor colocar os pés no chão para não se decepcionar quando conferir o extrato no banco.

O governo soltou a regra nova e o valor máximo que o INSS pode pagar agora é de 8.475,55 reais. Para quem olha de fora parece um dinheiro bom, mas para chegar nesse nível o sujeito precisou contribuir a vida inteira em cima do valor máximo e ter um tempo de serviço bem longo. A maioria dos brasileiros que recebe acima do salário mínimo vai ter um reajuste de 3,90%. É um aumento que mal cobre o que as coisas subiram no mercado. É aquele negócio, o preço do arroz e do feijão sobe de elevador e o nosso bolso sobe de escada, degrau por degrau.

Por que o seu aumento pode ser menor do que você esperava

Muita gente está reclamando que o vizinho teve um aumento X e o dele foi Y. Isso acontece por causa de uma regra que o governo usa chamada reajuste proporcional. Se você começou a receber sua aposentadoria no meio de 2025, você não vai receber os 3,90% inteiros agora em 2026. O INSS faz um cálculo baseado em quantos meses você recebeu o benefício no ano passado. Teve gente que se aposentou em maio de 2025 e agora só vai ver pouco mais de 1% de aumento. É uma conta que parece injusta para quem conta com cada centavo, mas é como o sistema funciona hoje.

O que a gente precisa entender é que esse teto de 8,4 mil reais serve mais como uma trava do que como uma meta. Ele serve para o governo dizer que ninguém pode ganhar mais do que aquilo, não importa o quanto você pagou lá atrás. Na prática, a grande massa dos aposentados continua ganhando ali perto do mínimo ou um pouco acima disso. Esse reajuste de agora é baseado no INPC, que é o índice que mede a inflação para quem ganha menos. Ou seja, teoricamente esse aumento é só para manter o seu poder de compra, não é um ganho real onde você vai ter mais dinheiro sobrando para lazer ou para trocar de carro.

O calendário de pagamentos já está rodando e vai até o dia 6 de fevereiro. Quem recebe acima do mínimo começou a ver a cor do dinheiro no dia 2 de fevereiro. É fundamental que você pegue o seu celular, abra o aplicativo Meu INSS e olhe o extrato de pagamento. Não adianta ficar ouvindo o que o pessoal fala na rua ou no grupo do WhatsApp. Lá no aplicativo aparece o valor exato, os descontos de imposto de renda se tiver e quanto vai cair na conta. Se você não manja de internet, liga no 135. O atendimento é de segunda a sábado e os caras explicam o valor direitinho. É melhor do que ir até a agência e perder o dia inteiro na fila.

Outro ponto que ninguém fala muito é sobre como os juros e a economia travada afetam a vida de quem é aposentado. Com a indústria perdendo fôlego e os juros lá no alto, o custo de vida não para de subir. Esse reajuste de 3,90% acaba sumindo rápido quando você vai na farmácia ou paga o plano de saúde. Por isso que eu sempre digo que a gente tem que ser esperto com o dinheiro. Se o reajuste veio baixo, o jeito é apertar o cinto e priorizar o que é importante. Não dá para contar com a sorte ou achar que o governo vai dar um aumento generoso do nada. A regra do jogo é essa e a gente tem que saber jogar com as cartas que tem na mão. Fique de olho no seu cartão final de benefício para saber o dia certo de sacar e não deixe de conferir se o cálculo do seu reajuste bate com a data que você começou a receber. Informação é a única coisa que ninguém tira da gente e é o que evita que a gente seja passado para trás.

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