O WhatsApp oficializou nesta semana uma mudança profunda na dinâmica de convivência digital em território brasileiro. A plataforma da Meta implementou duas funcionalidades que alteram a forma como novos membros interagem com conversas antigas e como as notificações atingem os usuários.

As atualizações chegam para resolver um problema crônico de falta de contexto. A partir de agora, quem entra em um grupo não precisa mais pedir resumos ou prints para entender o que estava sendo discutido minutos antes de sua chegada.

O fim do vácuo de informação para novos membros

A primeira grande mudança é a função de histórico de mensagens. Segundo informações técnicas da plataforma, o novo integrante pode visualizar entre 25 e 100 mensagens anteriores ao momento da sua entrada.

Isso significa que o fluxo de conversa não é mais interrompido por dúvidas básicas de quem acabou de chegar. Mas há um detalhe importante: a transparência visual. Essas mensagens do passado possuem um design distinto para não serem confundidas com o chat em tempo real.

A segurança continua sendo o pilar central, conforme garante a empresa. Mesmo com o acesso ao passado do grupo, todas as interações permanecem protegidas pela criptografia de ponta a ponta, impedindo que terceiros ou a própria Meta leiam o conteúdo.

O polêmico comando para marcar todos os participantes

A segunda novidade é o comando “@todos”. Inspirado em ferramentas de trabalho como o Slack e o Discord, o recurso permite notificar todos os membros de uma vez só, independentemente do tamanho do grupo.

Essa função é uma faca de dois gumes. Se por um lado facilita a entrega de avisos urgentes e utilidade pública, por outro, abre margem para o spam interno e o incômodo constante de notificações desnecessárias.

Em grupos grandes, a gestão desse recurso tende a ser centralizada. Os administradores possuem o poder de restringir quem pode disparar o alerta geral, evitando que o grupo se torne um ambiente de poluição sonora digital.

O impacto na etiqueta digital e na produtividade

Analiticamente, o WhatsApp tenta se transformar em uma ferramenta de produtividade mais robusta. Ao permitir que o administrador controle o histórico, o app dá um passo em direção ao que já é feito no Telegram, seu principal concorrente.

Mas essa liberdade exige responsabilidade. O acesso ao histórico pode expor opiniões dadas antes da entrada de um novo membro, o que demanda um cuidado redobrado com a privacidade e a etiqueta dentro das comunidades virtuais.

Especialistas em tecnologia apontam que o comando de notificação em massa pode aumentar o estresse digital se não for usado com moderação. O usuário comum já lida com um volume massivo de dados e ser “chamado” o tempo todo pode gerar saturação.

Como configurar as novas ferramentas de grupo

Para quem utiliza o aplicativo no Android ou iOS, as funções estão sendo liberadas de forma gradual. É essencial manter o aplicativo atualizado na loja oficial para garantir o acesso aos novos botões de controle.

Os administradores devem acessar as configurações do grupo para definir se o histórico será aberto ou fechado. Essa decisão é estratégica, especialmente em grupos de condomínios, escolas ou empresas, onde o contexto é fundamental para a tomada de decisão.

No fim das contas, o WhatsApp busca tornar a comunicação mais fluida. Mas, como em toda ferramenta tecnológica, o sucesso depende menos do código e mais do bom senso de quem digita do outro lado da tela.

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Jornalista com registro profissional (MT) e fundador do portal Catanduvas em Foco. Atua na comunicação desde 2019 e possui uma trajetória sólida como produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com especialização em WordPress e estratégia de conteúdo digital. É o Diretor-Geral da Estúdio Mídia Publicidades LTDA, onde lidera a produção de notícias factuais que já alcançaram mais de 10 milhões de leitores em todo o Brasil.