Você sempre diz “tem gente pior” quando algo te machuca? A psicologia explica o que pode estar por trás desse hábito

Algo dá errado no trabalho e você fica frustrado. Pouco depois, porém, surge um pensamento quase automático:

“Não tenho direito de reclamar. Tem gente passando por coisa muito pior.”

Uma discussão mexe com você, uma perda dói ou determinada situação simplesmente deixa o dia pesado. Em vez de reconhecer o incômodo, aparece outra frase:

“Isso não é nada perto dos problemas dos outros.”

À primeira vista, esse raciocínio pode parecer maturidade, gratidão ou capacidade de colocar os problemas em perspectiva.

E às vezes pode realmente funcionar dessa maneira.

O detalhe que muda tudo é o que acontece com a emoção depois da comparação.

Uma coisa é pensar que existem situações mais graves e, ainda assim, reconhecer que aquilo que aconteceu com você foi difícil.

Outra bastante diferente é usar o sofrimento alheio como argumento para concluir que você não deveria estar triste, frustrado, assustado ou cansado.

É nesse segundo cenário que a psicologia encontra um fenômeno interessante: a experiência emocional deixa de ser apenas sentida e começa a ser julgada como inadequada.

E quanto mais automático esse hábito se torna, mais difícil pode ser perceber que a pessoa não está simplesmente “sendo forte”. Ela pode estar aprendendo a desacreditar da própria reação emocional.

O problema não está em saber que existem situações piores

A diferença aparece quando a comparação deixa de oferecer perspectiva e passa a funcionar como uma ordem interna: “se alguém sofre mais, eu não deveria sentir o que estou sentindo”.

Mulher sentada sozinha em um sofá refletindo
Uma emoção pode continuar existindo mesmo quando a pessoa tenta convencer a si mesma de que não deveria senti-la. Foto: Pavel Danilyuk/Pexels.

Imagine que você perdeu algo importante, mas imediatamente se proíbe de sofrer

Suponha que você tenha se preparado durante meses para uma oportunidade profissional e não conseguiu.

A frustração aparece.

Então alguém, ou você mesmo, responde:

“Mas pelo menos você tem emprego. Tem tanta gente desempregada.”

A afirmação pode ser verdadeira.

Ter emprego realmente pode ser algo pelo qual sentir gratidão.

Mas isso não altera outra realidade igualmente verdadeira:

você desejava aquela oportunidade e ficou decepcionado por não consegui-la.

As duas informações conseguem existir ao mesmo tempo.

Esse é um ponto central para entender a diferença entre perspectiva e invalidação.

Perspectiva

“Estou decepcionado, mas também reconheço que existem aspectos bons na minha situação.”

Autoinvalidação

“Existem pessoas em situação pior, portanto eu não deveria estar decepcionado.”

No primeiro caso, a comparação acrescenta informação.

No segundo, ela tenta apagar uma emoção.

É possível ter gratidão e ainda assim estar passando por um dia ruim

Essa parece uma ideia simples, mas muita gente trata emoções como se fossem mutuamente exclusivas.

Se estou agradecido, não posso estar frustrado.

Se reconheço meus privilégios, não posso reclamar.

Se existem pessoas enfrentando problemas maiores, meu sofrimento deixa de ser válido.

O funcionamento emocional humano não é tão organizado assim.

Uma pessoa pode amar o trabalho e estar esgotada naquele dia.

Pode reconhecer uma vida confortável e ainda sofrer depois do término de um relacionamento.

Pode ser grata pela família e, ao mesmo tempo, sentir raiva durante um conflito familiar.

Pode saber que outras pessoas enfrentam doenças graves e continuar achando uma dor de dente extremamente desagradável.

Uma experiência não cancela automaticamente a outra.

Reconhecer uma emoção não significa transformar o problema em tragédia

É possível dizer “isso me incomodou” sem concluir que seja o pior problema do mundo. Validação emocional não exige exagerar a situação, apenas reconhecer que determinada reação apareceu.

A psicóloga Marsha Linehan colocou a invalidação no centro de uma teoria importante

O conceito de invalidação emocional ganhou grande relevância na psicologia clínica a partir do trabalho da psicóloga norte-americana Marsha Linehan.

Em seu modelo biossocial, desenvolvido originalmente para compreender dificuldades intensas de regulação emocional, Linehan descreveu ambientes invalidantes como aqueles em que experiências emocionais são frequentemente minimizadas, rejeitadas, interpretadas incorretamente ou tratadas como reações que a pessoa simplesmente não deveria ter.

Uma criança chora e escuta:

“Para de drama.”

Demonstra medo e ouve:

“Isso é bobagem.”

Fica frustrada e recebe:

“Você não tem motivo nenhum para estar assim.”

Isso não significa que qualquer frase desse tipo produza necessariamente um problema emocional.

O modelo fala de padrões, contexto, vulnerabilidades individuais e repetição.

Mas ele oferece uma explicação interessante para algo que pode continuar na vida adulta.

Depois de ouvir muitas vezes que determinada emoção é exagerada, inadequada ou injustificada, a pessoa pode começar a fazer exatamente a mesma coisa consigo.

Ninguém precisa mais dizer:

“Você não deveria estar triste.”

Ela mesma diz.

Mulher sentada em um sofá pensativa e preocupada
Um padrão de autocrítica pode fazer a pessoa questionar continuamente se aquilo que sente é legítimo. Foto: Liza Summer/Pexels.

A frase “tem gente pior” pode funcionar exatamente desse jeito

O problema não está nas quatro palavras.

Está na função que elas exercem naquele momento.

Observe a diferença.

FraseO que acontece com a emoção
“Foi difícil para mim, embora eu saiba que outras pessoas enfrentam situações muito piores.”A emoção é reconhecida e a comparação acrescenta perspectiva.
“Tem gente pior, então eu não tenho direito de ficar mal.”A comparação é utilizada para rejeitar a própria experiência.
“Estou frustrado, mas isso provavelmente ficará mais fácil com o tempo.”O sentimento é reconhecido sem ser tratado como permanente.
“Estou sendo ridículo por sentir isso.”A própria reação emocional vira alvo de julgamento.

O resultado interno pode ser muito diferente mesmo quando a situação externa é exatamente a mesma.

Pesquisadores já testaram o que acontece quando uma emoção é invalidada

Em 2011, os pesquisadores Chad Shenk e Alan Fruzzetti realizaram um experimento para observar como respostas de validação e invalidação influenciavam pessoas submetidas a uma situação estressante.

Os participantes receberam diferentes tipos de respostas enquanto indicadores emocionais e fisiológicos eram acompanhados.

Quem recebeu respostas invalidantes apresentou, ao longo do experimento, maior afeto negativo, frequência cardíaca e condutância da pele em comparação com o grupo que recebeu validação.

Outro trabalho, publicado em 2016 por Maddy Greville-Harris e colegas, dividiu 90 pessoas entre condições de validação, invalidação ou ausência de feedback durante tarefas estressantes.

Novamente, a invalidação esteve associada a sinais de maior ativação psicológica e fisiológica em diferentes medidas, além de menor comportamento de engajamento social.

Esses experimentos não demonstram que dizer “tem gente pior” para si mesmo produzirá necessariamente determinado problema psicológico.

Mas ajudam a mostrar que rejeitar uma experiência emocional não é simplesmente a mesma coisa que reconhecê-la.

Validação não significa concordância

Dizer “faz sentido você estar frustrado porque isso era importante para você” não significa afirmar que toda interpretação da pessoa está correta. Significa apenas reconhecer a relação entre a situação e a emoção que apareceu.

Uma pesquisa de 2018 encontrou outra associação importante

Melissa Zielinski e Jennifer Veilleux desenvolveram uma escala específica para medir a percepção atual de invalidação emocional.

O trabalho, publicado na revista Psychological Assessment, reuniu cinco estudos durante o processo de criação e avaliação da medida.

Participantes que percebiam maior invalidação emocional também apresentavam, em média, maiores dificuldades de regulação emocional e mais sintomas de sofrimento psicológico.

Isso é uma associação.

Não significa que toda dificuldade emocional seja causada por invalidação e nem que toda pessoa que minimiza os próprios problemas desenvolverá algum transtorno.

Mas reforça a ideia de que a forma como emoções são recebidas e interpretadas pode importar.

O hábito pode parecer força justamente porque funciona no curto prazo

Existe uma razão pela qual alguém pode repetir esse tipo de pensamento durante anos.

Ele pode produzir um efeito imediato.

Você está triste.

Diz que não deveria estar.

Interrompe o assunto.

Volta ao trabalho.

Não chora.

Não reclama.

Não pede nada a ninguém.

Externamente, isso pode parecer enorme capacidade de lidar com problemas.

Mas existe uma diferença entre continuar funcionando apesar de uma emoção e concluir que aquela emoção nunca deveria existir.

A primeira é uma habilidade útil.

A segunda pode criar um conflito adicional.

A pessoa já está frustrada com o que aconteceu e passa a ficar frustrada consigo mesma por ter ficado frustrada.

O problema original ganha uma segunda camada

Além de lidar com “estou triste”, a pessoa começa a lidar com “eu não deveria estar triste”, “estou exagerando” ou “sou fraco por isso ter me afetado”.

Talvez seja por isso que algumas pessoas nunca sabem responder quando alguém pergunta o que elas precisam

Quando a reação automática é minimizar tudo, reconhecer necessidades também pode se tornar mais difícil.

“Está cansado?”

“Tem gente trabalhando muito mais.”

“Aquilo te magoou?”

“Não foi nada demais.”

“Você precisa descansar?”

“Tem gente que nem pode parar.”

“Esse comportamento te incomoda?”

“Eu deveria aguentar.”

Observe que nenhuma dessas respostas descreve realmente o que a pessoa sente.

Elas apresentam imediatamente um argumento contra o sentimento.

Com o tempo, isso pode tornar mais difícil separar duas perguntas completamente diferentes:

“O que estou sentindo?”

e

“O que vou fazer a respeito?”

Reconhecer uma emoção não obriga ninguém a agir impulsivamente por causa dela.

É possível reconhecer raiva sem atacar.

Reconhecer medo sem desistir.

Reconhecer cansaço sem abandonar todas as responsabilidades.

Reconhecer tristeza sem transformar aquele momento na definição inteira da própria vida.

Pessoa escrevendo pensamentos em um caderno
Separar aquilo que aconteceu, o que foi sentido e o que será feito depois pode ajudar a enxergar a situação com mais clareza. Foto: Mikhail Nilov/Pexels.

Existe outra frase aparentemente humilde que merece atenção

“Quem sou eu para reclamar?”

Em alguns contextos, ela pode ser apenas uma maneira de demonstrar gratidão.

Mas quando aparece praticamente toda vez que existe sofrimento, pode carregar outra mensagem:

“Minha experiência não é importante o suficiente para ocupar espaço.”

Esse tipo de pensamento não precisa estar relacionado a uma ideia consciente de “não merecimento”.

Seria exagerado afirmar que toda pessoa que minimiza problemas acredita secretamente que não merece cuidado.

Há muitas explicações possíveis.

Algumas pessoas aprenderam que reclamar é sinal de fraqueza.

Outras cresceram em ambientes onde emoções eram rapidamente ridicularizadas.

Algumas foram elogiadas justamente por “não dar trabalho”.

Outras desenvolveram o hábito de resolver tudo sozinhas.

E há quem simplesmente use comparações para tentar reorganizar a perspectiva em momentos difíceis.

É o padrão e a função do pensamento que fazem diferença.

“Tem gente pior” também pode ser uma maneira de evitar pedir ajuda

Imagine alguém sobrecarregado no trabalho.

A pessoa percebe que os horários estão pesados, que está acumulando tarefas e que precisa conversar sobre limites.

Então surge:

“Pelo menos eu tenho emprego.”

Novamente, a frase pode ser verdadeira.

Mas existe uma pergunta que continua sem resposta:

o fato de outras pessoas estarem desempregadas torna qualquer condição de trabalho automaticamente aceitável?

É aí que a comparação pode esconder informações úteis sobre a própria situação.

O mesmo vale para relacionamentos.

“Pelo menos ele não faz aquilo que o marido de fulana faz.”

Ou para problemas familiares.

“Minha família não é perfeita, mas existem famílias muito piores.”

Comparar com um cenário extremo pode fazer qualquer problema parecer pequeno.

Mas uma situação não precisa ser a pior possível para merecer atenção.

Pensamento automáticoUma pergunta diferente
“Tem gente muito mais cansada.”“Eu estou cansado agora?”
“Existem relacionamentos muito piores.”“Esse comportamento específico é aceitável para mim?”
“Meu problema é pequeno.”“Mesmo sendo pequeno, preciso fazer alguma coisa a respeito?”
“Eu não deveria me sentir assim.”“O que aconteceu para essa emoção aparecer?”

Validar não significa ficar horas alimentando o problema

Esse é um dos equívocos mais comuns.

Reconhecer uma emoção não significa transformar sofrimento em identidade.

Também não significa acreditar em todo pensamento que surge junto dela.

Uma pessoa pode dizer:

“Fiquei muito preocupado quando isso aconteceu.”

E depois concluir:

“Agora que estou mais calmo, percebo que imaginei um cenário pior do que o real.”

As duas coisas são compatíveis.

A primeira reconhece a experiência emocional.

A segunda reavalia a interpretação.

O que muda é a ordem.

Em vez de tentar convencer alguém de que não deveria sentir, primeiro se reconhece que a emoção aconteceu. Depois é possível examinar o problema de forma mais racional.

O mesmo vale quando outra pessoa conta um problema

Imagine que um amigo chega chateado porque perdeu um objeto importante.

Uma resposta seria:

“Nossa, mas isso não é nada. Pelo menos ninguém morreu.”

Outra:

“Entendo por que você ficou chateado, você gostava muito disso. Vamos pensar no que dá para fazer agora.”

As duas respostas podem estar tentando resolver o mesmo problema.

Mas emocionalmente são muito diferentes.

A segunda não afirma que perder um objeto seja uma tragédia.

Apenas reconhece por que aquilo importava para aquela pessoa antes de passar para a solução.

Duas mulheres conversando em momento de apoio
Ouvir e reconhecer o sentimento de alguém não exige concordar com todas as conclusões que essa pessoa tirou da situação. Foto: Kaboompics.com/Pexels.

Talvez algumas das frases mais comuns pareçam inofensivas justamente por serem tão conhecidas

“Não foi nada.”

“Você está exagerando.”

“Isso não é motivo para ficar assim.”

“Para de pensar nisso.”

“Tem gente muito pior.”

“Você deveria agradecer pelo que tem.”

“Eu não tenho direito de reclamar.”

De novo, nenhuma dessas frases é automaticamente prejudicial em qualquer contexto.

Às vezes alguém realmente precisa colocar um acontecimento pequeno em perspectiva.

O sinal mais interessante aparece quando praticamente toda emoção desagradável recebe imediatamente uma resposta destinada a silenciá-la.

Existe uma forma simples de mudar a frase sem transformar tudo em drama

Em vez de:

“Isso não é nada, tem gente pior.”

A pessoa pode pensar:

“Isso foi difícil para mim e eu também sei que poderia ser muito pior.”

Em vez de:

“Eu não deveria estar cansado.”

pode reconhecer:

“Estou cansado. Agora preciso decidir o que consigo fazer com isso.”

Em vez de:

“Estou sendo ridículo por ficar triste.”

pode perguntar:

“Por que isso mexeu tanto comigo?”

Essas mudanças parecem pequenas, mas retiram uma palavra implícita muito importante:

“proibido”.

A emoção deixa de ser algo que não deveria existir e passa a ser uma informação que pode ser examinada.

Sentir não é o mesmo que obedecer ao sentimento

Reconhecer “estou com raiva” não significa gritar com alguém. Reconhecer “estou com medo” não significa fugir. A emoção pode ser observada antes de decidir qual comportamento realmente faz sentido.

Então dizer “tem gente pior” é sempre errado?

Não.

Esse seria exatamente o tipo de simplificação que a própria discussão precisa evitar.

Comparações podem ajudar pessoas a recuperar perspectiva.

Elas podem estimular gratidão.

Podem mostrar que determinado problema é temporário.

Podem evitar que um contratempo seja tratado como catástrofe.

A pergunta mais útil é outra:

o que essa comparação faz comigo depois que eu a utilizo?

Ela ajuda a pensar:

“Foi desagradável, mas consigo enfrentar.”

Ou obriga:

“Não posso sentir nada porque existe alguém sofrendo mais.”

No primeiro caso, existe perspectiva.

No segundo, pode existir autoinvalidação.

O sofrimento não precisa vencer uma competição para ser reconhecido

Quase sempre será possível encontrar alguém em situação pior.

Se a regra para ter direito a uma emoção fosse ser a pessoa com o maior sofrimento existente, praticamente ninguém poderia reclamar de nada.

Uma dor menor continua sendo uma dor menor.

Um problema pequeno continua sendo pequeno.

Reconhecê-los não exige aumentar sua importância.

Significa apenas não confundir duas ideias:

“existem problemas maiores”

e

“portanto este problema não existe”.

É justamente nesse intervalo que a frase “tem gente pior” pode mudar completamente de significado.

Ela pode ser uma lembrança saudável de perspectiva.

Ou pode se transformar em uma maneira automática de nunca permitir que a própria experiência seja levada a sério.

A próxima vez que você pensar “tem gente pior”, repare no que vem depois

Se a frase ajuda a colocar um problema em perspectiva sem apagar aquilo que você sente, ela pode cumprir uma função útil. Se aparece sempre como argumento para dizer que você não deveria estar triste, cansado ou frustrado, talvez o hábito esteja fazendo algo diferente: ensinando você a discutir com a própria emoção antes mesmo de tentar entendê-la.

Fontes e estudos citados

Linehan MM. Cognitive-Behavioral Treatment of Borderline Personality Disorder. Guilford Press, 1993. Obra na qual foi desenvolvido o modelo biossocial que inclui o conceito de ambiente invalidante.

Shenk CE, Fruzzetti AE. The Impact of Validating and Invalidating Responses on Emotional Reactivity. Journal of Social and Clinical Psychology. 2011;30(2):163-183. DOI: 10.1521/jscp.2011.30.2.163.

Greville-Harris M, Hempel R, Karl A, Dieppe P, Lynch TR. The Power of Invalidating Communication: Receiving Invalidating Feedback Predicts Threat-Related Emotional, Physiological, and Social Responses. Journal of Social and Clinical Psychology. 2016;35(6):471-493. DOI: 10.1521/jscp.2016.35.6.471.

Zielinski MJ, Veilleux JC. The Perceived Invalidation of Emotion Scale (PIES): Development and Psychometric Properties of a Novel Measure of Current Emotion Invalidation. Psychological Assessment. 2018;30(11):1454-1467. DOI: 10.1037/pas0000584.

Avatar photo

Beatriz Monteiro de Sá

Beatriz Monteiro de Sá escreve sobre comportamento, relações, hábitos e situações do cotidiano, abordando temas que ajudam a entender melhor as escolhas, atitudes e mudanças da vida moderna.