Autoridades de saúde da província de Lecce, no sul da Itália, confirmaram dois casos de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental. Um dos pacientes está internado no setor de anestesia e terapia intensiva do hospital Vito Fazzi, em Lecce, enquanto o segundo permanece hospitalizado na França.
As confirmações foram feitas pelo departamento de prevenção da autoridade sanitária local, que informou ter iniciado medidas de rastreamento e vigilância para acompanhar possíveis casos suspeitos e reduzir o risco de novas infecções.
O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados. Segundo as autoridades de saúde, não há transmissão direta de pessoa para pessoa.
Primeiro paciente está internado em Lecce
O primeiro caso confirmado envolve um paciente que está hospitalizado no Vito Fazzi. A identificação ocorreu também com colaboração das autoridades municipais de Lequile, cidade localizada na província de Lecce.
O segundo caso foi registrado em uma pessoa do município de San Pietro in Lama. De acordo com as informações divulgadas, esse paciente encontra-se internado na França.
A situação continua sendo monitorada pelas autoridades sanitárias locais, que afirmam estar aplicando as medidas previstas para rastreamento de possíveis casos e prevenção da circulação do vírus.
Casos também foram detectados em cavalos
Além das infecções em humanos, o vírus também foi identificado recentemente em cavalos na mesma região.
Dois casos foram confirmados nos municípios de Lizzanello e Martano. Nesta sexta-feira (21), uma nova suspeita foi comunicada envolvendo outro cavalo em San Donato di Lecce.
Esse último caso ainda aguardava confirmação pelo Instituto Zooprofilático Experimental de Teramo.
Diante das ocorrências, foram determinadas medidas extraordinárias de desinfestação e comunicação à população, conforme os protocolos previstos no plano nacional italiano de prevenção, vigilância e resposta às arboviroses.
Maioria das infecções pode não apresentar sintomas
Segundo a autoridade sanitária de Lecce, a maioria das pessoas infectadas pelo vírus do Nilo Ocidental não apresenta sintomas ou desenvolve manifestações leves, que podem passar despercebidas.
Em idosos e pessoas consideradas mais vulneráveis, porém, a infecção pode evoluir para quadros mais graves.
Por isso, as autoridades reforçam a importância de medidas destinadas a reduzir o contato com mosquitos e eliminar locais que favoreçam sua proliferação.
Prevenção depende principalmente de evitar picadas
Entre as principais medidas preventivas estão reduzir a exposição a mosquitos, utilizar proteção adequada quando necessário e evitar acúmulo de água parada em recipientes e áreas próximas às residências.
As autoridades locais também podem intensificar ações de controle de mosquitos nas regiões onde são identificados casos em humanos ou animais.
Com as novas confirmações, a vigilância permanece reforçada na região de Lecce, especialmente nos municípios onde já houve registros do vírus em pessoas e cavalos.




