Tempestade solar moderada deve atingir a Terra e pode provocar auroras, instabilidade em rádios e efeitos sobre satélites

Uma tempestade geomagnética de intensidade moderada deve atingir a Terra entre os dias 28 e 29 de agosto, com possibilidade de provocar auroras em regiões menos habituais e causar alguns efeitos sobre sistemas de comunicação, satélites e redes elétricas.

O alerta foi emitido pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, a NOAA, após uma ejeção de massa coronal registrada no Sol.

O fenômeno ocorreu depois de uma explosão solar de classe M6.9 observada em 25 de agosto. As erupções de classe M são consideradas de intensidade intermediária.

Alerta sobe para nível G2

A NOAA classificou a tempestade geomagnética prevista para o dia 27 como G1, considerada menor. Para os dias 28 e 29, o alerta passa para G2, nível moderado.

Escala de tempestades geomagnéticas
G1
Menor
G2
Moderada
G3
Forte
G4
Severa
G5
Extrema

A escala utilizada para medir tempestades geomagnéticas vai de G1, o nível mais baixo, até G5, reservado aos eventos extremos.

Auroras podem aparecer mais ao sul

Entre os efeitos mais visíveis previstos estão as auroras boreais, que podem ser observadas em áreas localizadas mais ao sul do que normalmente ocorre.

As auroras acontecem quando partículas carregadas provenientes do Sol interagem com o campo magnético e a atmosfera terrestre.

Eventos geomagnéticos mais intensos conseguem ampliar a região onde esse fenômeno luminoso pode ser observado.

Satélites, rádios e redes elétricas podem sentir os efeitos

Segundo as projeções, também podem ocorrer flutuações em redes de energia, especialmente em regiões de altas latitudes, onde sistemas elétricos podem registrar alertas de tensão.

Satélites em órbita baixa da Terra podem sofrer aumento do arrasto atmosférico, fenômeno capaz de alterar ligeiramente suas órbitas e exigir ajustes de operação.

Sistemas de comunicação por rádio também podem apresentar períodos de instabilidade durante episódios de maior atividade solar.

A radiação associada a grandes eventos solares também é acompanhada com atenção pelas agências espaciais por representar um risco maior para astronautas fora da proteção proporcionada pela atmosfera terrestre.

O que provoca uma tempestade solar

As erupções solares fazem parte da atividade natural do Sol e ocorrem diversas vezes ao longo do ano. Elas estão relacionadas à intensa atividade magnética da estrela.

O Sol passa por um ciclo de aproximadamente 11 anos, período no qual seu campo magnético sofre alterações e aumenta ou diminui a ocorrência de manchas e explosões solares.

Essas erupções são divididas em classes conforme sua intensidade.

Classes das erupções solares
Classe X — eventos mais intensos, com maior potencial para interferências em comunicações e satélites.
Classe M — intensidade intermediária e possibilidade de interrupções temporárias em comunicações por rádio e ocorrência de auroras.
Classe C — eventos menores, normalmente com poucos efeitos perceptíveis na Terra.
Classe B — cerca de dez vezes menos intensas que as de classe C.
Classe A — as mais fracas da escala, geralmente sem consequências perceptíveis.

A explosão registrada em 25 de agosto foi classificada como M6.9, dentro da faixa intermediária. O número acrescentado à letra indica a intensidade dentro daquela classe.

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Gabriel Augusto Lemos

Gabriel Augusto Lemos acompanha acontecimentos internacionais, curiosidades e temas que ganham repercussão fora do Brasil, com foco em fatos relevantes e assuntos que ajudam a entender melhor o que acontece pelo mundo.