Rio de Janeiro implementa banco de dados genéticos pioneiro para auxiliar na busca por desaparecidos e na elucidação de crimes.

O estado do Rio de Janeiro deu um passo importante na área de segurança pública e direitos humanos com a sanção de uma lei que cria o **banco de perfis genéticos**. A iniciativa visa fortalecer as investigações policiais, especialmente na identificação de pessoas desaparecidas, um drama que afeta milhares de famílias.

A nova legislação, assinada pelo governador Cláudio Castro, estabelece os procedimentos para a coleta, armazenamento e compartilhamento dos dados de DNA. Essa ferramenta promete ser um diferencial significativo para as forças de segurança, oferecendo uma nova perspectiva na resolução de casos complexos e na reunificação familiar.

O banco genético estadual funcionará integrado à rede nacional já existente, aderindo às normas estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A implementação segue um rigoroso protocolo, garantindo que a tecnologia seja utilizada de forma ética e eficaz. Conforme informação divulgada pelo governo estadual, os perfis genéticos poderão ser incluídos no sistema em três situações principais, buscando um equilíbrio entre a necessidade investigativa e a proteção dos direitos individuais.

Três Frentes de Inclusão de Perfis Genéticos

A lei prevê que os perfis genéticos poderão ser inseridos no banco de dados em três cenários específicos. O primeiro envolve **criminosos condenados por crimes hediondos ou aqueles cometidos com grave violência**, o que permitirá cruzar informações em investigações futuras. O segundo cenário é mediante **decisão judicial**, garantindo que a inclusão de dados seja sempre supervisionada pelo Poder Judiciário.

O terceiro e crucial ponto é a **doação voluntária de familiares de pessoas desaparecidas**. Essa modalidade abre um canal direto para que pais, mães, filhos e outros parentes que buscam seus entes queridos possam contribuir com amostras de DNA, aumentando as chances de localização e identificação. Essa medida demonstra o compromisso do estado em oferecer suporte e esperança a quem vive a angústia da perda e do desaparecimento.

Sigilo e Proteção de Dados Garantidos pela Lei

A proteção das informações é um pilar fundamental da nova lei. O texto ressalta que todos os dados armazenados no banco genético estarão sob **rigoroso sigilo**. O acesso às informações será controlado, e características físicas ou comportamentais das pessoas identificadas por meio do DNA não poderão ser reveladas. A identificação será estritamente limitada ao perfil genético e ao sexo biológico do indivíduo.

Em situações como absolvição judicial, erro pericial ou extinção da punibilidade, os dados poderão ser **apagados do sistema**. Além disso, o término do prazo legal relacionado ao crime também pode levar à exclusão do registro. O titular das informações ou seu representante legal terá o direito de solicitar a retirada ou correção do registro, assegurando a **transparência e o controle sobre seus dados pessoais**.

Adequação à LGPD e Parcerias Estratégicas

O banco de dados genéticos do Rio de Janeiro será totalmente **adequado à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)**. Isso inclui a designação de um responsável pelo tratamento das informações e a implementação de medidas robustas de segurança, transparência e prevenção contra abusos. A conformidade com a LGPD é essencial para garantir a confiança pública no sistema.

Adicionalmente, o estado poderá firmar **parcerias com universidades e instituições de pesquisa**. Essas colaborações visam aprimorar continuamente o sistema, incorporar novas tecnologias e metodologias, e garantir que o banco genético permaneça na vanguarda científica e investigativa. A colaboração com o meio acadêmico promete impulsionar a eficiência e a precisão das identificações, beneficiando toda a sociedade. Fonte: Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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Diretor de Estratégia de Conteúdo e responsável pela Redação CEF no portal Catanduvas em Foco. Com uma forte presença digital e mais de 5 mil seguidores em suas redes sociais, Lesk lidera a curadoria de notícias e tendências do grupo Estúdio Mídia Publicidades LTDA. Sob sua coordenação, a redação já produziu mais de 4 mil publicações focadas em agilidade e utilidade pública, alcançando a marca histórica de 10 milhões de acessos no portal.