O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, defendeu que o Brasil inicie uma discussão sobre a possibilidade de possuir armas nucleares no futuro. A declaração foi feita nesta quarta-feira (26), durante sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo.
Segundo o presidenciável, o país precisaria ampliar sua capacidade militar para fortalecer a própria soberania e ganhar espaço no cenário geopolítico internacional, reduzindo a dependência de potências como Estados Unidos e China.
Renan afirmou que o mundo passa por uma reorganização das relações de poder e avaliou que o Brasil deveria discutir uma estratégia de defesa compatível com a intenção de se tornar uma das principais potências globais.
Renan diz que tema deveria ser discutido para o futuro
O candidato reconheceu que o Brasil não teria condições de desenvolver armas nucleares no curto prazo.
Segundo ele, uma eventual capacidade desse tipo não seria viável nos próximos dez anos, mas o debate deveria começar desde já.
Renan citou como fatores estratégicos do país a disponibilidade de recursos naturais, energia e terras raras, defendendo que o Brasil use essas vantagens para aumentar sua influência internacional.
Brasil hoje não pode desenvolver armas nucleares
A proposta apresentada pelo candidato esbarra atualmente na Constituição brasileira e em compromissos internacionais assumidos pelo país.
A Constituição Federal determina que toda atividade nuclear em território nacional seja destinada exclusivamente a fins pacíficos.
O Brasil também aderiu, em 1998, ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, pelo qual se comprometeu a não fabricar, adquirir ou receber armamentos nucleares.
Além disso, o país integra o Tratado de Tlatelolco, acordo que estabeleceu a América Latina e o Caribe como uma zona livre de armas nucleares.
País já possui programa nuclear para fins pacíficos
Apesar das restrições ao desenvolvimento de armas, o Brasil mantém um programa nuclear voltado para atividades civis.
O país possui geração de energia nuclear, centros de pesquisa e tecnologia própria para enriquecimento de urânio, utilizada dentro das finalidades pacíficas previstas pela legislação.
A defesa feita por Renan Santos, portanto, representaria uma mudança significativa na política nuclear brasileira e exigiria alterações legais e revisão dos compromissos internacionais assumidos pelo país.




