Sabe aquele sentimento de que as coisas não estão mais como antes, mas você não consegue colocar o dedo na ferida? Segundo a especialista em divórcios Jennie Sutton, em entrevista ao Daily Mail, o fim de um relacionamento raramente acontece do nada.

Na verdade, existem sinais quase invisíveis que aparecem meses antes de qualquer decisão drástica. É como um jardim que para de receber água aos poucos: no começo ninguém nota, mas a planta sente.

Especialistas explicam que o segredo não é entrar em pânico, mas sim observar o comportamento do dia a dia. Muitas vezes, o corpo avisa antes mesmo da mente processar que algo está fora do lugar.

O alívio de estar longe e o silêncio que incomoda

De acordo com os relatos de Sutton, um dos primeiros indícios é quando você começa a ver o tempo sozinho não como um hobby, mas como um botão de reset emocional. É aquele suspiro de alívio quando a porta se fecha.

É indicado observar se estar com o parceiro se tornou mais cansativo do que ficar solo. Se a solitude parece um refúgio contra o estresse da convivência, pode ser um sinal de que a independência individual foi sufocada pelo casal.

Outro ponto que chama a atenção é a previsibilidade das brigas. Sabe quando você já sabe exatamente o que o outro vai dizer e como a discussão vai terminar? Isso costuma indicar que o diálogo virou um disco riscado.

Quando as férias perdem o brilho e a rotina sufoca

Até mesmo momentos que deveriam ser relaxantes, como viagens, podem se tornar um peso. Segundo a especialista, isso acontece quando um assume o papel de “piloto” e o outro apenas de “passageiro” na vida a dois.

É sugerido que casais tentem quebrar esses papéis pré-definidos. Criar rituais bobos ou tarefas compartilhadas pode auxiliar a trazer de volta aquela curiosidade mútua que existia no início de tudo.

Outro alerta importante é a sensação de solidão acompanhada. Relatos indicam que sentir-se sozinho ao lado de alguém é muito mais doloroso do que estar fisicamente só, e isso costuma ser o começo do fim.

A palavra que pode esconder um abismo emocional

Você já perguntou como foi o dia de alguém e ouviu apenas um “está tudo bem” ou “foi fino”? Jennie Sutton alerta que o uso excessivo dessas respostas curtas pode demonstrar medo, tédio ou desconexão.

Nesses casos, é indicado substituir perguntas fechadas por questionamentos que estimulem a conversa. Em vez de perguntar se o dia foi bom, pode ser mais produtivo perguntar qual foi o momento mais engraçado ou desafiador das últimas horas.

Além disso, o corpo fala. Ombros tensos, mandíbula travada e pernas inquietas perto do parceiro costumam ser reflexos físicos de um desconforto emocional que ainda não foi verbalizado.

O poder de voltar a ser ridículo

Conforme os estudos sobre longevidade amorosa, a perda do riso é um dos sinais mais graves. Quando as piadas internas e as dancinhas bobas na cozinha somem, a relação perde sua camada de proteção contra o mundo externo.

Especialistas sugerem que fazer algo totalmente ridículo juntos pode ajudar a quebrar o gelo. O humor é visto como um superpoder que lembra ao casal por que eles escolheram estar juntos em primeiro lugar.

Por fim, manter um círculo social ativo fora do casamento também é fundamental. Ter novas histórias para contar e ouvir perspectivas diferentes ajuda a manter a chama da individualidade acesa, o que, curiosamente, fortalece a união.

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