Pico Paraná: 15 Visitantes Multados em R$ 30 Mil por Acesso Irregular Após Caso de Jovem Perdido
Após o recente caso de um jovem que se perdeu na trilha do Pico Paraná, o Instituto Água e Terra (IAT) e o Batalhão de Polícia Ambiental realizaram uma operação de fiscalização que resultou na multa de 15 pessoas por acesso irregular à montanha. O incidente reacende o debate sobre a segurança e a importância de seguir as normas estabelecidas para visitação em áreas de conservação.
A ação, que ocorreu no último sábado (14), abordou um total de 35 pessoas. Dessas, 15 foram autuadas por adentrarem o parque por caminhos não permitidos e, crucialmente, por não realizarem o cadastro obrigatório na base do IAT antes de iniciar a trilha. Cada um dos infratores foi multado em R$ 2 mil, totalizando R$ 30 mil em multas aplicadas.
O cadastro é um requisito fundamental para a segurança dos visitantes e para a organização do parque. Ele coleta informações essenciais como nome, telefone, contato de emergência e horário de entrada, permitindo um rastreamento mais eficaz em caso de acidentes ou desaparecimentos. A falta desse registro dificulta consideravelmente as operações de busca e salvamento, como evidenciado no caso de Roberto Farias Tomaz, o Betinho, que ficou desaparecido por cinco dias em janeiro deste ano.
O Cadastro: Uma Medida Essencial de Segurança e Controle
Conforme o Instituto Água e Terra (IAT), a obrigatoriedade do cadastro na base do órgão é uma medida de segurança primária. Sem ele, as equipes de resgate enfrentam dificuldades imensuráveis para localizar pessoas que se acidentam ou se perdem nas complexas trilhas do Pico Paraná, que é o ponto mais alto do Sul do Brasil. Além da segurança, o controle de acesso auxilia na gestão do fluxo de visitantes e na manutenção da ordem dentro da unidade de conservação.
Regras Claras e Consequências para o Descumprimento
O IAT enfatiza que as regras de acesso valem para todas as unidades de conservação do Paraná. Entrar em áreas protegidas sem seguir os procedimentos pode acarretar multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil. As rotas proibidas geralmente são sinalizadas com placas informando sobre a restrição de passagem, buscando alertar os visitantes sobre os perigos e a irregularidade da ação.
Melhor Período para Trilhas e Riscos Associados ao Pico Paraná
O órgão também alerta que o período atual ainda não é o ideal para a prática de trilhas de longa distância. A chamada “temporada de montanha”, com condições climáticas mais favoráveis, tem início em abril. O Pico Paraná, com sua trilha de 15,2 quilômetros (ida e volta) e tempo estimado de caminhada de 13 horas, apresenta um risco “muito alto” de acidentes, exigindo preparo físico e atenção redobrada.
Estatísticas de Fiscalização em Unidades de Conservação
Entre 1º de janeiro e 18 de março deste ano, o IAT registrou outras ocorrências em unidades de conservação. No Pico do Marumbi, foram emitidas 6 multas, totalizando R$ 12 mil, por pessoas transitarem na linha do trem. Já no Pico Paraná, além das 15 multas recentes, foram aplicadas 18 multas (R$ 36 mil) por entrada irregular e realizadas 9 orientações. Na Serra da Baitaca, não houve multas, mas 10 orientações foram dadas sobre o uso de drones e pichações.
