O comércio eletrônico do Paraná ganhou força no primeiro semestre de 2026. O volume de pacotes enviados pelo estado cresceu 17% na comparação com o mesmo período do ano passado, colocando o Paraná entre os três estados com maior avanço no país.
Os dados fazem parte do Mapa da Logística, levantamento da Loggi sobre o comércio eletrônico brasileiro. Santa Catarina liderou o crescimento, com 24%, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 23%. O Paraná aparece logo depois.
Um dos dados que mais chama atenção é a participação das pequenas e médias empresas paranaenses. As PMEs do estado já respondem por 9% de todos os envios de e-commerce realizados no Brasil, mais que o dobro da participação das grandes marcas, que representam 4% dos envios nacionais.
Paraná fica atrás apenas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul
No ranking de crescimento dos envios no primeiro semestre, os três estados do Sul aparecem entre os principais destaques nacionais.
Além do crescimento percentual, o Paraná aparece como o terceiro maior polo de origem de envios do Brasil quando são considerados negócios de todos os portes.
O resultado reforça o peso da região Sul na logística do comércio eletrônico nacional.
Pequenas empresas puxam crescimento do e-commerce paranaense
O levantamento mostra que boa parte da força do comércio eletrônico no Paraná vem dos pequenos e médios negócios.
As PMEs paranaenses são responsáveis por 9% dos pacotes de e-commerce enviados no Brasil. Já as grandes marcas sediadas ou operando a partir do estado representam 4%.
Na prática, isso indica que pequenos vendedores, lojas independentes e negócios regionais têm participação importante na movimentação logística gerada pelo comércio digital.
Pontos de coleta ganham espaço entre pequenos vendedores
O estudo também identificou uma mudança na forma como as pequenas e médias empresas enviam seus produtos.
A coleta diretamente no endereço do vendedor ainda é predominante e representa 61% das operações. Porém, os chamados pontos de recebimento, conhecidos como PUDOs, já correspondem a 39%.
O uso desses pontos cresceu 53% no primeiro semestre.
Nesse modelo, o próprio vendedor leva o pacote até um ponto parceiro, em vez de esperar a coleta em casa ou no estabelecimento.
Segundo o levantamento, a alternativa pode ajudar a agilizar a operação e reduzir custos logísticos, principalmente para empresas menores.
Moda lidera entre os produtos mais vendidos
Entre as categorias com maior volume de vendas na região Sul durante o primeiro semestre de 2026, vestuário e moda aparece na primeira colocação.
Na sequência estão eletrônicos e informática, cosméticos e perfumaria, serviços financeiros e alimentos não perecíveis.
Datas comemorativas aumentaram volume de pacotes
As datas comerciais tiveram impacto importante sobre a quantidade de encomendas movimentadas no primeiro semestre.
Entre os grandes negócios, a semana do Dia do Consumidor registrou crescimento de 9% no volume de pacotes.
Na semana do Dia dos Namorados, a alta foi de 4%. Já o período relacionado ao Dia das Mães permaneceu praticamente estável em relação ao ano anterior.
Metade das entregas chega em até três dias
O levantamento também mostra como a disputa entre operadores logísticos tem acelerado os prazos de entrega no Brasil.
Mais de um terço das encomendas são entregues em até dois dias, enquanto aproximadamente metade chega ao consumidor em até três dias.
Ao longo do primeiro semestre, as operações analisadas percorreram mais de 17 milhões de quilômetros em entregas pelo país.
Para Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, o Paraná ocupa uma posição estratégica no comércio eletrônico brasileiro e acompanha a expansão do setor observada em toda a região Sul.
A participação expressiva das pequenas e médias empresas mostra, segundo ela, que o crescimento do comércio digital não está concentrado apenas nas grandes redes e se espalha por diferentes cidades e negócios do estado.




