O açaí deixou de ser apenas um lanche refrescante para se tornar o grande protagonista do mercado de gelados no Brasil. Se você caminha pelas ruas hoje, percebe que as tigelas roxas estão em todo lugar, desde quiosques de shopping até portinhas de bairro e gigantes do delivery. Os números não mentem e mostram que esse fruto amazônico já domina metade das vendas de toda a indústria de sorvetes no país. De acordo com a Abrasorvete, essa força é impulsionada por um consumidor que busca cada vez mais a união entre prazer e saúde.

Para quem olha esse cenário com olhos de investidor, a pergunta que fica é o tamanho do esforço financeiro necessário para entrar no jogo em 2026. Pesquisas recentes indicam que o investimento inicial para abrir uma unidade de marcas conhecidas como Açaí Concept ou JAH Açaí costuma transitar entre R$ 120 mil e R$ 350 mil. Esse valor cobre desde a montagem da estrutura física até o estoque inicial e as taxas de franquia, mas o sucesso real depende de entender que o açaí exige uma gestão muito mais técnica do que parece.

O suporte da rede e a segurança financeira

Entrar em uma franquia é buscar um atalho para evitar erros de iniciante que podem custar caro. Especialistas do setor de alimentação sugerem que o suporte da franqueadora é o diferencial que mantém as portas abertas nos primeiros meses, que costumam ser os mais desafiadores. Ter processos padronizados ajuda a manter a margem de lucro, especialmente em um mercado onde a qualidade do fruto pode variar. Ter uma marca forte por trás auxilia na negociação com fornecedores e na confiança do cliente final.

Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o setor de alimentação segue resiliente, mas o açaí tem uma particularidade importante, que é a sazonalidade. Embora o consumo tenha se tornado um hábito diário para muitos, o fluxo de caixa precisa ser muito bem planejado para os meses de temperaturas mais baixas. O retorno do investimento, segundo levantamentos do mercado, costuma acontecer em um intervalo que vai de 12 a 36 meses, dependendo muito da localização e da eficiência na operação.

Tendências e o futuro do consumo

Apostar no açaí em 2026 também significa olhar para as novas exigências do público. Não se trata mais apenas de bater o fruto com xarope, pois o consumidor agora procura opções funcionais, como misturas com colágeno ou proteínas. Instituições de pesquisa como a Embrapa têm trabalhado no desenvolvimento de cultivares que garantem a produção durante o ano todo, o que ajuda a estabilizar os preços e garante que o lojista não fique na mão durante a entressafra.

É indicado que o futuro empresário analise bem o modelo de negócio, seja ele um quiosque enxuto ou uma loja completa com autoatendimento. A tecnologia de totens e a integração perfeita com aplicativos de entrega são caminhos sem volta para quem deseja escalar. O mercado de açaí provou que não é um modismo passageiro, mas uma base sólida da alimentação brasileira que recompensa quem decide empreender com profissionalismo e atenção aos detalhes.

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