Os 10 melhores países para morar no exterior em 2026 e o destino que surpreendeu no topo do ranking

Morar em outro país deixou de ser apenas um projeto para aposentados ou para quem recebe uma oportunidade profissional no exterior. Trabalhadores remotos, famílias, profissionais com horários flexíveis e pessoas que simplesmente desejam uma rotina diferente também passaram a olhar com mais atenção para custo de vida, segurança, clima, saúde e possibilidades de residência fora do país de origem.

Mas escolher um lugar bonito para passar férias é muito diferente de descobrir onde seria realmente confortável construir uma vida.

Foi justamente essa questão que orientou o Índice Global de Aposentadoria 2026 da International Living, levantamento que chegou à 35ª edição reunindo informações de expatriados e critérios práticos como moradia, saúde, custo cotidiano, clima, infraestrutura, vistos e facilidade de integração.

E o ranking de 2026 trouxe uma mudança importante. Destinos europeus tradicionais continuam muito fortes, países tropicais aparecem entre os primeiros colocados e o lugar que assumiu a liderança mostra como o equilíbrio entre qualidade de vida e custo pode mudar rapidamente de um ano para outro.

Não existe um país perfeito para todo mundo

O primeiro colocado do ranking pode não ser a melhor escolha para uma pessoa que prefere uma grande cidade asiática, assim como um destino tropical barato pode não agradar quem procura clima europeu, cidades caminháveis e forte oferta cultural.

O que esse ranking realmente mede?

Apesar do nome Índice Global de Aposentadoria, os critérios analisados vão muito além da aposentadoria.

Segundo a International Living, aspectos como saúde, moradia, clima, custo de vida, infraestrutura e facilidade de conseguir residência também são importantes para trabalhadores remotos e pessoas mais jovens interessadas em reorganizar a vida.

O levantamento combina dados com experiências de correspondentes e expatriados que já vivem nos países avaliados.

Entre os pontos analisados estão:

Custo de vida

Moradia, alimentação, serviços, refeições e outras despesas cotidianas.

Saúde

Qualidade, preço, acesso a profissionais e disponibilidade de atendimento.

Clima

Temperaturas, quantidade de sol e adequação ao estilo de vida.

Residência

Existência de caminhos claros e viáveis para morar legalmente no país.

Infraestrutura

Mobilidade, serviços, conectividade e estrutura disponível no cotidiano.

Integração

Facilidade de construir relações e se adaptar à comunidade local.

Os 10 países que aparecem no ranking de 2026

1º Grécia
2º Panamá
3º Costa Rica
4º Portugal
5º México
6º Itália
7º França
8º Espanha
9º Tailândia
10º Malásia

As barras representam apenas visualmente a ordem das colocações. Elas não correspondem à pontuação oficial atribuída pela International Living.

A Europa domina, mas a América Latina e a Ásia continuam fortes

Dos dez países, cinco estão na Europa: Grécia, Portugal, Itália, França e Espanha.

Panamá, Costa Rica e México representam a América Central e a América do Norte, enquanto Tailândia e Malásia mostram a força do Sudeste Asiático para quem procura preços competitivos, clima quente e boa infraestrutura.

O resultado também deixa claro que custo de vida sozinho não decide o ranking.

Saúde, segurança, infraestrutura, clima, comunidade e possibilidade de residência aparecem combinados. Um país muito barato, mas complicado para viver legalmente ou com infraestrutura inadequada ao perfil do expatriado, pode perder atratividade rapidamente.

Quiz especial

Qual desses 10 países combina mais com você?

São 8 perguntas. Escolha uma resposta e a próxima aparece automaticamente. Depois da oitava, você recebe o país que mais combina com suas preferências.

Este é um quiz editorial baseado nos perfis descritos no ranking. O resultado não substitui pesquisa sobre vistos, emprego, impostos, saúde ou custo real da cidade escolhida.

Pergunta 1 de 8

Qual clima mais combina com sua rotina ideal?

1. Grécia assume a liderança

Pela primeira vez, a Grécia ocupa o primeiro lugar do ranking da International Living.

O país conseguiu superar destinos que durante anos estiveram entre os favoritos de expatriados, especialmente Portugal e Espanha.

O principal argumento apresentado pelo relatório é que a Grécia atravessa um momento no qual a qualidade de vida está avançando sem que os custos tenham alcançado os níveis observados em outros destinos famosos do Mediterrâneo.

Há ainda clima favorável, infraestrutura moderna, sistema de saúde considerado de boa qualidade e diferentes possibilidades de residência.

Segundo os correspondentes da publicação, expatriados podem manter uma vida confortável com aproximadamente US$ 2,5 mil a US$ 3,2 mil mensais, incluindo moradia, embora isso varie bastante de acordo com a cidade e o padrão escolhido.

Aluguéis próximos ao mar são citados em uma faixa aproximada de US$ 600 a US$ 1 mil em determinados locais.

Santorini na Grécia
Santorini ajuda a representar o estilo mediterrâneo associado à Grécia. Foto: Alex Azabache/Pexels.
Combina com

Quem busca sol, Mediterrâneo, comunidade e ritmo mais tranquilo.

Destaque de 2026

Relação entre qualidade de vida e custos.

2. Panamá mantém posição entre os favoritos

Vencedor do ranking anterior, o Panamá caiu apenas uma posição e continua sendo um dos destinos mais valorizados.

O país se destaca pela infraestrutura, especialmente na Cidade do Panamá, além de serviços modernos e atendimento de saúde considerado de boa qualidade.

Outro elemento importante é a tradição de programas voltados a estrangeiros e aposentados.

O conhecido programa Pensionado oferece benefícios e descontos em diferentes despesas para quem cumpre os requisitos.

O relatório também menciona alternativas voltadas a outros perfis de estrangeiros, inclusive trabalhadores remotos.

Cidade do Panamá
A infraestrutura urbana da Cidade do Panamá é um dos pontos que ajudam o país no ranking. Foto: Luis Quintero/Pexels.

3. Costa Rica aposta no estilo de vida

Para quem imagina uma mudança de país ligada à natureza, praia e uma rotina menos acelerada, a Costa Rica aparece em terceiro lugar.

O conceito de “pura vida” se tornou praticamente uma marca cultural do país.

Florestas tropicais, praias, regiões vulcânicas e grande biodiversidade ajudam a construir esse perfil.

O relatório também destaca o acesso à saúde e alternativas de residência para diferentes tipos de estrangeiros.

O interesse pela Costa Rica não está apenas no preço, mas na possibilidade de adotar uma rotina com maior contato com o ambiente natural e atividades ao ar livre.

Praia tropical e floresta na Costa Rica
Natureza e clima tropical estão entre os elementos mais associados à vida na Costa Rica. Foto: Jean Paul Montanaro/Pexels.

4. Portugal continua forte apesar da alta nos preços

Portugal já liderou listas internacionais desse tipo e continua entre os principais destinos para expatriados.

A queda para a quarta posição não significa que a qualidade de vida tenha desaparecido.

O problema apontado pelo relatório é principalmente a pressão sobre os preços nas regiões que receberam grande quantidade de estrangeiros.

Lisboa, Porto e Algarve se tornaram mercados mais caros, especialmente na habitação.

Mesmo assim, o país continua forte por fatores como sistema de saúde, segurança, infraestrutura, cidades caminháveis e o visto D7 destinado a determinados perfis de renda passiva.

Para brasileiros, existe ainda a facilidade óbvia do idioma.

Vista urbana do Porto em Portugal
Porto representa uma das cidades portuguesas mais procuradas por estrangeiros. Foto: Veranisio Filho/Pexels.

5. México combina custo, cultura e comunidade internacional

O México ocupa a quinta posição e se diferencia pela enorme variedade de estilos de vida disponíveis dentro do mesmo país.

Há destinos litorâneos, centros históricos, grandes metrópoles e cidades coloniais.

Segundo a International Living, o país possui uma das maiores comunidades de expatriados norte-americanos do mundo.

Isso ajuda a criar infraestrutura e redes sociais já estabelecidas para recém-chegados em determinadas regiões.

O atendimento de saúde é apontado como acessível em comparação aos Estados Unidos, enquanto cidades fora das áreas turísticas mais pressionadas ainda podem oferecer boa relação entre custo e qualidade.

Guanajuato no México
Guanajuato mostra a arquitetura colorida e histórica encontrada em diferentes cidades mexicanas. Foto: Jose Aldana/Pexels.

6. Itália entra no top 10 com história, gastronomia e cidades menores

A Itália continua exercendo um tipo de atração difícil de reproduzir.

Gastronomia, arquitetura, história e um cotidiano mais voltado ao convívio local aparecem como elementos importantes.

Grandes destinos turísticos podem ser caros, mas o relatório chama atenção para regiões e cidades menores onde os custos são mais controlados.

Há também programas de revitalização de localidades rurais e históricas que buscam atrair novos moradores.

O sistema público de saúde é citado como ponto favorável.

O contraponto é conhecido por muitos estrangeiros: processos burocráticos podem exigir paciência e conhecimento do funcionamento local.

Florença na Itália
Florença representa o patrimônio histórico e cultural que continua atraindo estrangeiros para a Itália. Foto: Jim Richter/Pexels.

7. França surpreende quem olha além de Paris

Quando alguém pensa em morar na França, é comum imaginar imediatamente Paris e seus altos preços.

Mas essa não é necessariamente a França retratada pelo ranking.

Cidades menores, áreas rurais e especialmente regiões no sul e sudoeste do país podem apresentar uma realidade bastante diferente.

A França se destaca por seu sistema de saúde, cultura, gastronomia e qualidade cotidiana.

Para quem pretende passar longos períodos no país, escolher a região pode ser tão importante quanto escolher o próprio país.

Menton no sul da França
Menton, na Riviera Francesa, mostra um dos muitos estilos de vida possíveis fora de Paris. Foto: Guillaume Kremer/Pexels.

8. Espanha preserva o estilo mediterrâneo, mas sente a pressão dos preços

A Espanha reúne vários elementos que historicamente atraem estrangeiros: clima, praias, cidades dinâmicas, alimentação, vida social e serviços de saúde.

Assim como Portugal, entretanto, regiões extremamente procuradas ficaram mais caras.

Costa Blanca, Andaluzia e outros destinos litorâneos conhecidos receberam forte demanda internacional.

A alternativa é olhar para cidades secundárias e regiões do interior, onde o custo pode ser mais interessante.

O ranking também aponta que processos de residência podem envolver mais burocracia e exigências financeiras do que algumas alternativas disponíveis em outros países.

Costa Brava na Espanha
Costa Brava representa o estilo mediterrâneo que faz parte da atração exercida pela Espanha. Foto: Vahe Asatryan/Pexels.

9. Tailândia combina preços baixos e cidades extremamente modernas

A Tailândia oferece um contraste interessante.

É possível encontrar grandes centros urbanos, ilhas turísticas, cidades costeiras e regiões de ritmo muito mais lento dentro do mesmo país.

O custo de vida aparece como um dos maiores atrativos, acompanhado de um sistema de saúde privado reconhecido em grandes cidades.

Além dos aposentados, o país também chama atenção de trabalhadores remotos interessados em estabelecer uma base no Sudeste Asiático.

Bangkok oferece a versão mais urbana dessa experiência, enquanto outras regiões entregam praias e uma rotina completamente diferente.

Bangkok na Tailândia
Bangkok mostra o lado moderno e urbano da vida na Tailândia. Foto: Markus Winkler/Pexels.

10. Malásia fecha a lista com infraestrutura e custos competitivos

A Malásia fecha o top 10 e pode ser uma das opções menos óbvias para brasileiros.

O país combina infraestrutura urbana moderna, serviços de saúde e custos que podem ser inferiores aos encontrados em grandes cidades de países ocidentais.

Outro diferencial importante é o uso relativamente disseminado do inglês em determinados ambientes, algo que pode facilitar os primeiros meses de adaptação.

Cidades como Kuala Lumpur oferecem vida extremamente urbana, enquanto Penang aparece frequentemente entre expatriados que procuram equilíbrio entre infraestrutura, cultura e ritmo menos intenso.

Kuala Lumpur na Malásia
Kuala Lumpur representa a infraestrutura moderna que ajuda a colocar a Malásia entre os dez primeiros destinos. Foto: Airlangga Jati/Pexels.

O que cada país parece oferecer de melhor

PaísPrincipal perfilPonto que merece atenção
GréciaMediterrâneo e equilíbrio entre custo e qualidadeEscolher região e modalidade de residência
PanamáInfraestrutura e vida tropicalPerfil de visto adequado ao interessado
Costa RicaNatureza e ritmo desaceleradoDiferenças de custo entre regiões
PortugalIdioma, saúde e adaptação culturalHabitação cara em áreas muito procuradas
MéxicoCultura, variedade e comunidade internacionalEscolha cuidadosa da cidade
ItáliaGastronomia, história e cidades menoresBurocracia
FrançaSaúde e qualidade cotidianaGrandes diferenças de preço entre regiões
EspanhaMediterrâneo, infraestrutura e vida socialCustos maiores em áreas populares
TailândiaCusto-benefício e variedade de ambientesAdaptação cultural e regras migratórias
MalásiaInfraestrutura e custos competitivosEscolher a cidade de acordo com o estilo de vida

Por que Grécia conseguiu ultrapassar Portugal e Espanha?

A explicação apresentada pelo ranking está principalmente no momento vivido pelos três mercados.

Portugal e Espanha continuam oferecendo ótima infraestrutura, saúde e qualidade de vida, mas receberam enorme procura de estrangeiros nos últimos anos.

Essa demanda pressionou os preços imobiliários principalmente nas regiões mais famosas.

A Grécia estaria em uma etapa diferente dessa trajetória.

O país vem melhorando infraestrutura e atraindo moradores estrangeiros, mas ainda preserva custos inferiores em várias regiões.

Para a International Living, isso criou uma espécie de janela em que a qualidade de vida está crescendo mais rapidamente do que os custos.

Mudar para o país certo e escolher a cidade errada ainda pode dar problema

Uma das maiores limitações de qualquer ranking internacional é tratar um país inteiro como uma única realidade.

Lisboa não tem o mesmo custo de uma pequena cidade portuguesa. Paris é diferente de uma cidade do sudoeste da França. Bangkok oferece uma experiência completamente diferente de uma ilha tailandesa.

O mesmo vale para México, Itália, Espanha e praticamente qualquer país da lista.

O país é apenas a primeira decisão

Depois de reduzir a lista para dois ou três países, a comparação precisa passar para cidades específicas, porque é nesse nível que aluguel, transporte, segurança, clima e vida cotidiana realmente aparecem.

Um erro comum é fazer a conta usando apenas o aluguel

Moradia é importante, mas viver em outro país envolve muito mais.

Uma comparação mais realista precisa considerar:

Aluguel
Alimentação
Saúde
Seguro
Transporte
Impostos
Visto
Passagens ao Brasil

Também é necessário pensar no câmbio. Uma pessoa que recebe em reais e gasta em euros ou dólares está exposta a uma realidade diferente de alguém cuja renda acompanha a moeda local.

O visto deveria ser pesquisado antes do imóvel

É fácil se apaixonar por uma cidade e começar a procurar apartamentos antes de verificar se existe uma categoria de residência compatível com a realidade pessoal.

O processo deveria ocorrer na ordem inversa.

1. Identifique os países que combinam com seu perfil.

2. Verifique quais modalidades de residência realmente se aplicam a você.

3. Compare renda mínima, documentos, impostos e seguro.

4. Escolha cidades específicas.

5. Levante o custo real de moradia e rotina.

6. Só então transforme a ideia em um plano de mudança.

Integração também pode definir se a mudança vai funcionar

O relatório chama atenção para um aspecto que não aparece facilmente em planilhas: sentir-se parte do lugar.

Aprender ao menos parte do idioma local pode mudar completamente a experiência.

Isso facilita desde situações simples, como conversar com vizinhos e resolver problemas cotidianos, até a construção de amizades e relações profissionais.

A International Living também recomenda evitar uma mudança baseada apenas em bolhas de estrangeiros.

Valorizar negócios locais, conhecer moradores e compreender os costumes tende a tornar a experiência muito mais sustentável no longo prazo.

Nem toda cidade está feliz com a chegada de estrangeiros

A atração de expatriados também produz consequências.

Quando estrangeiros com renda elevada se concentram em bairros específicos, o preço da habitação pode aumentar e dificultar a permanência dos moradores locais.

Essas discussões já aparecem em destinos turísticos extremamente procurados.

Por isso, mudar de país também envolve entender o impacto que novos moradores exercem sobre a comunidade.

Escolher regiões menos saturadas, consumir no comércio local e tentar fazer parte do cotidiano da cidade são atitudes que podem reduzir a sensação de viver permanentemente como turista.

Qual deles realmente vale mais a pena?

A resposta muda de acordo com o objetivo.

Quem busca o equilíbrio que colocou um destino no primeiro lugar do ranking pode olhar com atenção para a Grécia.

Quem prioriza natureza pode se identificar mais com a Costa Rica. Para infraestrutura tropical, Panamá ganha força. Quem deseja adaptação linguística simples provavelmente colocará Portugal em posição privilegiada.

Já quem busca custo competitivo e uma experiência completamente diferente pode encontrar na Tailândia ou Malásia alternativas mais interessantes do que qualquer destino europeu.

Itália e França atraem principalmente pelo estilo de vida e pela cultura, enquanto Espanha oferece um ponto intermediário entre clima, infraestrutura, vida urbana e Mediterrâneo.

O México, por sua vez, consegue reunir preço, diversidade cultural, comunidades estrangeiras e uma enorme variedade de destinos.

O melhor país do ranking não precisa ser o melhor país para você

O ranking serve melhor como ponto de partida. A decisão real começa quando clima, orçamento, idioma, visto, trabalho, saúde e estilo de vida são colocados lado a lado. É justamente por isso que uma pessoa pode olhar para o primeiro colocado e, depois de fazer as próprias contas, descobrir que sua vida faria muito mais sentido no quinto, no oitavo ou até no décimo lugar.

Lesk Sousa

Lesk Sousa atua na cobertura dos principais acontecimentos de Catanduvas e região, acompanhando de perto notícias locais, serviços públicos, comunidade, eventos, segurança, política, cotidiano e assuntos de interesse da população. Seu trabalho é voltado à produção de informação clara, objetiva e acessível, com atenção aos fatos que impactam diretamente a rotina dos moradores.